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Suspeito de matar caminhoneiro a pedrada se entrega à polícia em RO

Testemunhas confirmaram a participação do suspeito sendo uma delas a esposa do homem.

 

Foto do suspeito tinha sido divulgada na última terça-feira pela Polícia Civil. Pedra com cerca de 1 kg atravessou o para-brisa e atingiu a cabeça da vítima.

Pessoal) Suspeito está sendo ouvido pelo delegado em Vilhena (Foto: Arquivo Pessoal)
Suspeito está sendo ouvido pelo delegado em Vilhena (Foto: Arquivo Pessoal)

O suspeito de matar o caminhoneiro José Batistela com uma pedrada na cabeça se entregou à Polícia Civil na tarde desta quinta-feira (7), em Vilhena (RO), a 700 quilômetros de Porto Velho. A foto de Willians Maciel Dias foi divulgada no dia 5 de junho, após a polícia confirmar a participação dele no assassinato.

Willians se entregou aos policiais no começo da tarde e está sendo ouvido pelo delegado que acompanha a investigação.

Segundo a Polícia Civil, por volta de 15h30 (hora local) deve ser feito uma coletiva com a imprensa para repassar informações sobre o depoimento do suspeito. O G1 tenta contato com a defesa do suspeito.

De acordo com a polícia, Willians é morador de Vilhena e estava no carro com outras duas pessoas quando arremessou a pedra de cerca de 1 kg, do lado contrário da pista em que estava o caminhoneiro.
Desde o dia 30 de maio, quando José foi morto com a pedrada na cabeça, testemunhas confirmaram a participação do suspeito, sendo uma delas a esposa do homem. A investigação aponta que o veículo utilizado no momento do crime é do próprio suspeito. O carro foi apreendido na casa de Willians.

Na última terça-feira, a polícia pediu a prisão preventiva do suspeito.

O veículo de José estava passando pela rodovia, quando uma pessoa em um carro de passeio arremessou a pedra contra o parabrisa, que atravessou o vidro e atingiu a cabeça da vítima. O Corpo de Bombeiros chegou a ir no local, mas a vítima não resistiu aos ferimentos.
A viúva do caminhoneiro, Margarida Batistela, contou no último domingo (3) que morava com José e os filhos em Jaru (RO), há 20 anos. Na última semana, o esposo seguia viagem pela BR-364 para levar uma carga de madeira ao município de Mirassol (MT).

Segundo a viúva, José estava parado há nove dias em Vilhena por causa da manifestação dos caminhoneiros. Quando ele decidiu seguir viagem, no último dia 30, foi atingido com uma pedrada na cabeça e morreu no local.

“Aquela pedra atingiu ele, acabou com a minha família, com a minha casa, meu esposo, os sonhos dele, nossos sonhos”, disse emocionada.

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