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Suspeito conta em detalhes como Daniel foi assassinado

Da redação São José dos Pinhais Publicado em 

(Foto:Colaboração Lucas Rocha/Rede Massa) - Suspeito conta em detalhes como Daniel foi assassinado
(Foto:Colaboração Lucas Rocha/Rede Massa)
O sexto envolvido na morte do jogador Daniel Corrêa Freitas, encontrado morto no dia 27 de outubro, em São José dos Pinhais, prestou depoimento nesta segunda-feira (12) e confessou que ajudou a agredir o jogador. Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, de 19 anos, contou como foi o assassinato e afirmou que Edison Brittes, autor confesso do crime, disse aos envolvidos que “fez merda”, mas que “não daria nada” para eles, já que tinha feito tudo sozinho.

Eduardo esclareceu, durante o depoimento prestado na Delegacia de São José dos Pinhais, que veio para Curitiba junto com a namorada, que é prima de Cristiana Brittes, para o aniversário de 18 anos de Allana, comemorado em uma balada localizada no bairro Batel. De acordo com o suspeito, a festa ocorreu normalmente e ninguém teria utilizado entorpecentes no local, somente uma quantidade elevada de bebida alcoólica.

A festa teria acabado por volta das 6 horas da manhã, quando parte dos convidados decidiram ir até a casa da família Brittes para continuar a comemoração. Eduardo contou que ficou pouco tempo com os demais, e decidiu ir deitar junto com a namorada. Momentos depois, Cristiana teria entrado no cômodo e pediu ajuda, dizendo “ajuda o piá, que o Júnior está batendo nele, porque ele estava mexendo em mim, e não deixa o Júnior bater nele”.

Neste instante, Eduardo desceu até o cômodo indicado e disse ter encontrado Igor King e David Willian Villero Silva agredindo o jogador, enquanto Edison o segurava em um mata-leão. O suspeito, então, passou a ajudar nas agressões e afirmou que Daniel, extremamente machucado, não dizia nada, e que Edison afirmava que o jogador “havia tentado estuprar a esposa dele”. Após ser brutalmente agredido, Eduardo relatou que Daniel foi levado até a área externa da casa somente de camiseta e cueca, e que Edison passou a afirmar que “talarico tem que ser capado”, que “iria capar o cara e jogar na rua” e que “precisava de todos junto”, já que não conseguiria realizar o crime sozinho.

Posteriormente, Daniel teria sido colocado no carro, somente de camiseta, por Edison, que retornou à casa para buscar uma faca, amolada no chão do imóvel. O comerciante, então, teria dirigido até o lugar premeditado, onde desligou o veículo e tentou tirar o jogador pelos cabelos, sem sucesso. Desta forma, Edison puxou Daniel pela camiseta e, com as pernas da vítima ainda dentro do veículo, começou a cortar seu pescoço. Já sem vida, o atleta teria sido arrastado por Edison até uma árvore, onde o pênis teria sido decepado.

“Edison retornou ao carro todo sujo de sangue, sendo que ele trazia consigo a faca na mão. Então, Edison disse “fiz merda, mas não vai dar nada para vocês, isso fui eu que fiz””, relatou Eduardo, que afirmou ter ficado assustado com toda a situação. Por fim, o suspeito confessou que todos os envolvidos acompanharam Edison de livre e espontânea vontade, e que sabiam que o acusado pretendia decepar o pênis da vítima. Eduardo, porém, disse que se soubesse que Edison pretendia matar Daniel, não teria o acompanhado.

Eduardo foi preso na última quarta-feira (7), em Foz do Iguaçu.

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