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Polícia investiga sumiço de R$ 317 mil de conta da Câmara de Jacareí

Polícia apura possibilidade do dinheiro ter sido movimentado por hackers. Boletim de ocorrência foi registrado na delegacia.

 

Por G1 Vale do Paraíba e Região

Dinheiro sumiu da conta corporativa da Câmara — Foto: Câmara de Jacareí/Divulgação

Dinheiro sumiu da conta corporativa da Câmara — Foto: Câmara de Jacareí/Divulgação

A Polícia Civil investiga o sumiço de R$ 317 mil da conta corporativa da Câmara de Jacareí. Sobre o desaparecimento, nenhuma hipótese foi descartada – inclusive a possibilidade do dinheiro ter sido movimentado por hackers. O banco informou que, inicialmente, não detectou irregularidades nas transações e a Câmara pediu bloqueio da conta durante a averiguação. (leia mais abaixo)

A ocorrência foi registrada na delegacia na tarde de quinta-feira (27). De acordo com o boletim de ocorrência, o valor foi retirado da conta da Câmara na quarta-feira (26) em sete transferências diferentes, feitas sequencialmente.

Os TEDs, uma modalidade de transferência bancária, foram feitas por meio do sistema internet banking. O valor que sumiu corresponde ao total que havia nesta conta alvo da investigação.

A polícia informou que a principio não descarta nenhuma possibilidade. “A principal suspeita é que a conta tenha sido invadia por hackers e o valor tenha sido desviado para contas diferentes. Mesmo assim, ainda não descartamos outras possibilidades”, afirmou o delegado Talis Prado.

Ainda segundo o delegado, o primeiro passo vai ser a identificação dessas contas e a quebra de sigilo bancário, para identificar os destinatários das TEDs e o valor exato transferido para cada conta.

Valor

O dinheiro que estava nesta conta alvo da investigação é usado, segundo a presidência da Câmara, para pagamento mensal dos cerca de 100 servidores. O pagamento é fracionado em duas datas.

A Câmara informou que apesar do inconveniente, o pagamento aos trabalhadores foi efetuado nesta quinta, sem prejuízo – o legislativo tem outra conta bancária corporativa.

Segundo a presidente da Câmara, Lucimar Ponciano, esta conta de onde desapareceu o dinheiro funciona como se fosse um ‘braço’ de uma conta central que acumula as finanças do legislativo. Ela é usada apenas para depósito, dois dias antes, do valor usado para pagamento dos salários dos servidores.

“Apesar de não ter atrasado o pagamento dos funcionários, esse dinheiro, como é de orçamento público, tem que ser devolvido de alguma forma. Eu descarto, inicialmente, que tenha envolvimento de algum servidor. Acredito que tenha sido uma ação de um hacker”, analisou a presidente. O legislativo afirmou que pediu ao agente financeiro o bloqueio desta conta.

O que diz o banco

O Santander também informou por meio de nota que identificou que as transações realizadas foram devidamente validadas com as credenciais de segurança fornecidas pela instituição, as quais são de uso pessoal e intransferível.

“O banco esclarece que disponibiliza aos clientes mecanismos de segurança para realizarem transações financeiras nos canais de relacionamento da instituição e sempre os orienta a adotarem as melhores práticas de segurança, como não fornecer dados em ligações recebidas, e-mails, SMS e nos caixas eletrônicos, nunca aceitar ajuda de estranhos”, disse em trecho de nota.

Em caso de comprovada fraude, por eventual falha no sistema da instituição, o banco ressarce o valor.

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