Home / Brasil / Polícia faz reconstituição de morte de grávida que teve bebê roubado em Paraibuna, SP

Polícia faz reconstituição de morte de grávida que teve bebê roubado em Paraibuna, SP

Segundo a polícia, como cada envolvido deu uma versão diferente do fato, a reconstituição foi feita em etapas. Delegado diz ter esclarecido dúvida sobre quem matou a andarilha. Trabalho durou 3h.

 

Por G1 Vale do Paraíba e Região

Policiais e investigadores participaram de reconstituição da morte de Leilah Santos (Foto: Pedro Melo/TV Vanguarda)

Policiais e investigadores participaram de reconstituição da morte de Leilah Santos (Foto: Pedro Melo/TV Vanguarda)

A Policia Civil faz na tarde desta segunda-feira (23) a reconstituição do assassinato da grávida Leilah Santos, de 39 anos, que foi encontrada com o corpo queimado e teve o bebê retirado do útero em Paraibuna (SP). O crime ocorreu no último dia 28 e o corpo foi encontrado no dia 4 de julho às margens da represa, na zona rural da cidade. A criança foi recuperada pela polícia e está em um abrigo.

De acordo com a Polícia Civil, quatro suspeitos, que continuam presos na cadeia de Jacareí e Santa Branca, participam da reconstitução, que começou por volta das 14h e durou quase 3 horas no local do crime. Os dois casais de suspeitos estavam acompanhados de escolta.

Como cada envolvido deu uma versão diferente, a reconstituição foi feita em quatro etapas – com a versão de cada um. Além do delegado, o trabalho foi acompanhado por um investigador, dois policiais e dois peritos.

A reconstituição começou com o homem namorado da mulher que ficaria com o bebê. Em seguida foi a vez da mulher presa na última semana. Ela aparece nas imagens da câmera de segurança acompanhada da mulher que carrega o bebê roubado.

O depoimento dela foi o mais demorado – demorou cerca de 50 minutos. Ela chorou e se mostrou confusa ao explicar os detalhes do crime.

Depois foi a vez do companheiro dela, que também foi ao cartório. A última a ser ouvida foi a mulher que ficaria com o bebê. Ela também se mostrou confusa ao relatar o crime.

O delegado Raian Araújo disse não ter mais dúvida sobre quem matou Leilah. Segundo ele, o companheiro da mulher que ficaria com o bebê assumiu a autoria do crime.

Há ainda partes das versões que seguem conflitantes. A principal dúvida da polícia é saber quem colocou fogo no corpo da vítima. Por isso, uma acareação deve ser agendada novamente para os próximos dias. Nela, os quatro suspeitos serão ouvidos de novo. Após essa etapa, a polícia pretende finalizar o inquérito.

Reconstituição do crime em Paraibuna (Foto: Pedro Melo/TV Vanguarda)

Crime

A polícia apurou que a suspeita presa no Rio de Janeiro com o bebê alimentava o sonho de ser mãe e estava tendo dificuldade para engravidar. Por isso, ela e o namorado sugeriram à andarilha grávida que o bebê dela fosse trocado por uma ‘pensão’ de R$ 100 por mês, que Leilah usava para alimentar o vício que tinha com drogas.

O outro casal, também suspeito de participar do crime, contou aos policiais que Leilah aceitou, mas depois começou a discordar do valor da ‘pensão’ e chantageava, dizendo que caso ela não dessem mais dinheiro, recuaria da decisão de doar o filho. Isso teria motivado o crime brutal.

A dupla cúmplice disse que participou do crime atraindo Leilah ao local do crime motivado por dinheiro, já que teriam recebido a oferta de metade do valor do carro da autora para participarem da ação. O veículo popular, que foi usado para levar a andarilha à beira da represa, seria vendido e o valor repartido entre os casais.

Eles contaram ainda que compraram o álcool usado para queimar a vítima na Vila Nair, na zona norte de São José dos Campos.

Os quatro envolvidos foram descobertos depois que foram flagrados pelas imagens do cartório de Paraibuna tentando registrar a criança. Os funcionários estranharam a ação e acionaram os policiais. Eles conseguiram fugir.

Depois da divulgação das imagens, uma denúncia indicou que a criança estava com o casal em Duque de Caxias (RJ). O casal foi preso e o bebê levado para o hospital da cidade, onde recebe acompanhamento pediátrico. Após receber algo, a menina deve ser encaminhada para o abrigo Lar Jesus é Amor, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Um parente da vítima quer a guarda da criança.

Leilah dos Santos teve o bebê arrancado do útero (Foto: Arquivo Pessoal)

Leilah dos Santos teve o bebê arrancado do útero (Foto: Arquivo Pessoal)

Bebê roubado da barriga da mãe em Paraibuna é recuperado no Rio de Janeiro (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)

Bebê roubado da barriga da mãe em Paraibuna é recuperado no Rio de Janeiro (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)

Compartilhar:

Você pode Gostar de:

Corpo de homem é encontrado na rodovia Nilo Máximo em Jacareí

Ele tinha um ferimento na cabeça e não portava documentos. Corpo foi encaminhado ao Instituto …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

No Banner to display