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“Minha vida virou um inferno”: Cris e Allana prestam depoimento; Edison ainda não foi ouvido

Daniela Borsuk São José dos Pinhais Publicado em 

 

(Foto: Reprodução/ Simone Munhoz)  - Cris e Allana prestam depoimento; Edison ainda não foi ouvido
(Foto: Reprodução/ Simone Munhoz)
Edison Brittes, autor confesso do jogador Daniel Corrêa Freitas, ainda não prestou depoimento na Delegacia de São José dos Pinhais. O suspeito seria ouvido nesta segunda-feira (6), mas seu advogado, Claudio Dalledone, não compareceu a unidade policial, adiando o depoimento. Agora, conforme o delegado responsável pelo caso, Amadeu Trevisan, Edison deverá ser ouvido na quarta-feira (7).

Cristiana, esposa de Edison, e sua filha, Allana, prestaram depoimento na segunda-feira (5), acompanhadas dos seus advogados. Confira os detalhes do relato das mulheres:

Allana Emilly Brittes

Allana, de 18 anos, contou que haviam cerca de 50 pessoas em sua festa, realizada em uma balada de música sertaneja, em Curitiba, na noite de sexta-feira (26). Daniel foi convidado já que era amigo de Allana. Ela afirmou que se conheciam há cerca de um ano e cinco meses.

A festa na casa noturna terminou por volta das 6h30 de sábado (27), e alguns convidados foram para sua casa, em São José dos Pinhais, sem serem convidados. Allana relata que sua mãe e uma prima subiram na mesa da residência para dançar e que o pai, Edison, pediu para que a jovem colocasse um shorts em Cristiana, já que ela estava de vestido.

Allana teria levado a mãe até o quarto, ajudou-a com a roupa, e ambas voltaram para a área de festas da casa. Depois, Edison teria colocado Cristiana no quarto para dormir. Mais tarde, quando Allana já estava no próprio quarto, ouviu gritos e se deparou com o pai segurando Daniel pelo pescoço. A jovem disse ter pedido para que o pai parasse com as agressões e que viu o jogador sendo colocado no carro, modelo Veloster, ainda se mexendo, após ter sido espancado, e que ele estava machucado e ensanguentado.

A jovem afirmou que Edison voltou para casa com uma roupa diferente da qual tinha saído, que não tinha marcas de sangue e que não falou mais sobre o assunto. Ele ainda chegou a dizer que Daniel “não estava mais ali”, dando a entender que havia sido morto.

Cristiana Rodrigues Brittes

Cristiana conta a mesma história da filha, com menos detalhes, afirmando que havia consumido muita bebida alcoólica. A mulher argumenta que acordou com Daniel deitado sobre ela e que, assustada, começou a gritar. Ela ainda afirma que o jogador passava a mão por seu corpo e dizia “Calma, é o Daniel”.

Neste momento, seu marido, Edison, entrou no quarto, segundo ela arrombando a porta, e que outras pessoas entraram no cômodo. Cristiana diz que pediu para ajudarem Daniel e para que separassem a briga, mas as agressões continuaram até que o jogador fosse colocado dentro do veículo. Ela diz que depois disso “sua vida virou um inferno”.

O delegado responsável pelo caso, Amadeu Trevisan, disse que os relatos dos depoimentos já eram esperados, mas precisavam ser registrados e oficializados. As mulheres devem ser transferidas, provavelmente para o 5º Distrito, em breve.

Colaboração Lucas Rocha/ Rede Massa

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