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Medidas de Trump geram pânico em escolas americanas que recebem estudantes brasileiros.

Instituições enviaram comunicados a agências brasileiras mostrando desconforto com a situação

Eugenio Goussinsky, do R7

Trump trouxe preocupação a setor que gera receitas para os EUAReuters

Para quem trabalha com turismo e intercâmbio nunca é bom quando o presidente da maior potência do planeta, muitas vezes referência de política de outros países, assina ordens executivas contrárias à imigração. É, afinal, um sinal de que, a partir daquele momento, pelo menos pelo governo, o país não mais está aberto a intercâmbios: de pessoas, de produtos, de ideias.

As empresas de intercâmbio brasileiras, porém, buscam resistir a esse novo contexto, servindo inclusive de porto seguro para escolas americanas que, com os decretos de Donald Trump, passaram a mostrar enorme preocupação e pedir o suporte de agências no mundo inteiro para que estas não as abandonem. Assim que as medidas foram surgindo, escolas que recebem alunos de outros países foram se desesperando, conforme conta Arlene Man, consultora de vendas da agência brasileira Mundial Intercâmbios.

— A situação está preocupando mais as próprias escolas no exterior do que a gente. Acabei de receber, de uma escola de Boston bem conhecida, a Nese, um comunicado que afirma que eles sentem muito pelos últimos decretos assinados pelo presidente, que afetam a imigração e os condenam veementemente. Isso obvimente porque afeta o negócio deles, podem ficar sem receber estudantes de outros países, árabes principalmente.

As diretrizes de Trump esbarram em um setor que traz muitas receitas para o país. Ironicamente, o mesmo Trump que brada a favor do mercado interno americano acabou trazendo preocupações para instituições de porte, baluartes da economia local. Segundo o US Departament of State’s Bureau of Consular Affairs, o setor de intercâmbios movimentou US$ 34 bilhões em 2015 no país. O Brasil ocupava, até 2015, o sexto lugar entre os países que mais enviavam estudantes aos Estados Unidos, segundo o relatório anual Open Doors, do IIE (Instituto de Educação Internacional).

A gerente de produto da agência S7 Study, Fernanda  Lassala, também recebeu comunicado de instituições americanas. Uma delas é a renomada Rennert, escola que realiza cursos de inglês em Nova York e Miami, conforme ela afirmou.

— O pessoal deve ter entrado em pânico e teve escola que mandou informações garantindo que está tudo normal por lá. Recebi hoje um comunicado e, pelo tom, eles estão indignados, deu para perceber que as escolas no geral não eram a favor deles (atual governo). Alguma ação para restringir a entrada de turistas, estudantes ou alguma decisão em relação à dificuldade para emissão de visto pode prejudicar (o intercâmbio com os Estados Unidos).

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As agências em geral buscaram diversificar suas opções oferecidas. A grande maioria já não tem nos Estados Unidos o destino principal, inclusive por causa das dificuldades burocráticas, que também passaram a ser algo característico da Inglaterra e do Canadá.

Ambos os países, até alguns anos atrás, permitiam que o estudo fosse intercalado com trabalho durante a permanência do aluno. Mas isso passou a ser proibido. O jeito, para agências como a Mundial Intercâmbio e a S7 Study, foi buscar outros mercados, como a Austrália, a Nova Zelândia e a Irlanda, onde são permitidas as duas atividades. Em geral, há programas para todas as idades, já que os países quase não impõem restrições.

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