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Mãe entrega faca para filha e a incentiva a esfaquear colega de sala; vídeo contém cenas fortes Leia

Segundo relatos de colegas, tudo começou com uma discussão no grupo escolar, onde as duas eram “amigas”. Elas se desentenderam as provocações começaram.

Segundo relatos de colegas, tudo começou com uma discussão no grupo escolar, onde as duas eram “amigas”. Elas se desentenderam as provocações começaram

DOL | Um dia após a divulgação do Atlas da Violência 2018, que coloca o Pará como o 4º Estado brasileiro com maior número de homicídios, um vídeo envolvendo duas adolescentes e a mãe de uma delas choca pela violência e banalização da vida.

O vídeo compartilhado nas redes sociais mostra mãe e filha cercando uma adolescente na saída de uma escola no bairro da Pratinha II, em Belém. É possível ouvir a mãe gritando para a filha: “dá-lhe na cara dessa puta”.

Outras pessoas também assistem a briga, sem fazer nada. Veja:


Por outro ângulo, é possível ver que a adolescente puxa uma faca do cós da calça e desfere vários golpes contra a outra garota.

A vítima foi atingida com golpes no rosto, cabeça, braço e peito. O resultado das agressões foi divulgado nas redes sociais. Não há informações sobre seu estado de saúde.

Vítima mostrou o resultado dos golpes após briga entre as adolescentes. (Foto: reprodução)

DEFESA

Nas redes sociais, a menina dá a sua versão, tentando justificar a agressão. Ela diz que sofria bullying na escola da vítima e de suas amigas e afirma que há áudios das ameaças. “Tem áudio dela tirando graça da minha cara, falando que a minha hora ia chegar… Que ia cortar o meu cabelo e o da minha mãe”. Veja:

Já a Polícia Civil informou que, até o momento, ninguém procurou nem a Unidade Integrada Pro Paz (UIPP) do Tapanã, que atende o bairro da Pratinha, nem a Divisão de Atendimento Ao Adolescente (DATA), em Belém e que está tentando localizar algum familiar das adolescentes.

Seduc aciona famílias das alunas

Em nota, a Secretaria de Educação (Seduc) informou que o episódios envolvendo duas alunas da Escola Nossa Senhora das Graças não ocorreu  no âmbito da escola. Entretanto, a direção tomou a iniciativa de contatar com as famílias das alunas para as providências necessárias.

A Seduc disse ainda, que tem um projeto, chamado de Bem Conviver, de combate à violência entre estudantes e que, desenvolve ações de formação de professores e técnicos multiplicadores da cultura da paz, promovendo ações educativas contra o bullyng; exploração sexual, trabalho infantil e juvenil, violência familiar e uso de drogas; depressão e patologias psicológicas, bem como ações culturais –  regularmente, as escolas levam seus alunos para sessões de cinema e outros programas culturais  no Centur. Assistentes sociais e psicólogos prestam assistência pontuais, dependendo do caso e difundem  materiais de apoio gerencial e pedagógico (guias e manuais),  orientando os gestores e professores a agirem em caso de violência.

As escolas são orientadas também para acionarem os organismos da rede  de prevenção e controle da violência juvenil. Entre esses órgãos estão o Conselho Tutelar, Companhia de Policiamento Escolar;  Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente; Divisão de Atendimento ao Adolescente (DATA);  Promotoria da Infância e da Juventude, e os próprios educadores, segundo a Seduc.

JOVENS

O grande aumento de mortes no Brasil entre 2006 e 2016 pode ser explicado pela violência contra jovens. Em 2016, 33.590 pessoas entre 15 e 29 anos foram assassinadas no País.

De acordo com o Atlas da Violência 2018, a juventude perdida é considerada um problema de primeira importância no caminho do desenvolvimento social do país e que vem aumentando numa velocidade maior nos estados do Norte.

Em 2016, as taxas de homicídios de jovens variaram de 19 homicídios por cada grupo de 100 mil jovens, em São Paulo, até 142,7 em Sergipe, sendo a taxa média do país 65,5 jovens mortos por grupo de 100 mil.

No Pará essa taxa é de 98 jovens mortos a cada grupo de 100 mil habitantes, uma taxa considerada altíssima pelos pesquisadores do Fórum da Segurança Pública. Considerando a década 2006-2016, o Atlas afirma que houve aumento de 23,3% no número de vítimas nessa faixa etária.

Fonte: Massape.com

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