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Juiz do DF manda soltar Joesley Batista; empresário deverá entregar passaporte

Decisão também vale para Ricardo Saud, ex-executivo do grupo J&F. Juiz da 12ª Vara de Brasília também determinou que Joesley e Saud não poderão deixar o país sem autorização.

 

Por Camila Bomfim e Filipe Matoso, TV Globo e G1, Brasília

Justiça manda soltar Joesley Batista

Justiça manda soltar Joesley Batista

O juiz Marcus Vinícius Reis Bastos, da 12ª Vara da Justiça Federal de Brasília, mandou nesta sexta-feira (9) soltar o empresário Joesley Batista, um dos donos da J&F, e Ricardo Saud, ex-executivo do grupo.

Pela decisão, Joesley Batista e Ricardo Saud estão obrigados a:

  • Entregar o passaporte;
  • Não deixar o país sem autorização judicial;
  • Comparecer a todos os atos do processos;
  • Manter os endereços atualizados.

G1 buscava contato com as defesas de Joesley Batista e de Ricardo Saud até a última atualização desta reportagem. A J&F informou que não comentará o assunto.

>> Relembre mais abaixo o que motivou as prisões de Joesley e de Saud

A decisão

No despacho, o juiz Marcus Vinícius Reis Bastos afirma que o “excesso de prazo” da prisão “corrobora o constrangimento ilegal”.

“O Requerido [Joesley Batista] tem residência conhecida, ocupação lícita e colabora com as investigações, sem notícia de antecedentes que o desabone, circunstâncias que favorecem o pretendido restabelecimento de sua liberdade”.

Ainda no despacho, o juiz Bastos observa que, segundo o Ministério Público, Ricardo Saud está na “mesma situação” de Joesley e, por isso, decidiu estender a revogação da prisão.

Relembre as prisões

Joesley e Saud foram presos em em 10 de setembro do ano passado pela Polícia Federal após terem o acordo de delação premiada rescindido pela Procuradoria Geral da República (PGR), por suposta omissão de informações nos depoimentos.

Três dias depois, a Justiça expediu novo mandado de prisão contra Joesley Batista, pela prática de “insider trading”, que consiste em usar informações privilegiadas para lucrar no mercado financeiro.

Neste caso do “insider trading”, o irmão dele, Wesley Batista, sócio da JBS, também foi preso em 2017 e solto neste ano por determinação do Superior Tribunal de Justiça.

Os acordos de delação de Joesley, Saud e Wesley Batista estão suspensos. A rescisão definitiva ainda depende de decisão do ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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