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Jovem que matou quatro atropelados em São José vai a júri popular

A decisão é desta terça (6) e decidiu pelo júri por considerar que o crime ocorreu com dolo eventual, ou seja, quando pela conduta se assume o risco de matar. Cabe recurso da defesa.

Por G1 Vale do Paraíba e Região

07/08/2019


Mateus ficou um ano foragido e só foi preso, após se entregar, em fevereiro deste ano — Foto: Camilla Motta/G1

Mateus ficou um ano foragido e só foi preso, após se entregar, em fevereiro deste ano — Foto: Camilla Motta/G1

O jovem Mateus de Jesus Sousa, réu pelo atropelamento e morte de quatro pessoas em 2017 na rodovia Geraldo Scavone (SP-66), em São José dos Campos (SP), vai a júri popular. A decisão é de terça-feira (6). A data do julgamento não foi definida. Cabe recurso da defesa do atropelador.

No documento, o juiz Eduardo de Franca Helene considerou que houve crime com dolo eventual (quando se assume o risco de matar), já que que as circunstâncias dos fatos indicam que, ao conduzir o veículo embriagado, e com velocidade acima do permitido, o réu assumiu o risco de matar. Ele negou as acusações no processo.

“Mateus estaria bastante embriagado, na direção de veículo automotor, realizando diversas manobras imprudentes, sendo certo que ainda não possuía destreza para tanto, haja vista possuir somente permissão para dirigir (recém-habilitado), assumindo o risco conscientemente de produzir resultado danoso, qual seja, o evento morte, agindo com dolo eventual”, disse o magistrado em trecho da decisão.

Ao juiz, na fase de instrução do processo, Mateus admitiu ter bebido três ou quatro chopps antes do acidente. Um vídeo obtido pela polícia flagrou o réu em um bar.

A Justiça sustentou na decisão pelo juri, tendo como base o depoimento de testemunhas e em provas materiais, como documentos médicos, conversas em que o réu assume a autoria dos fatos, laudos periciais da cena do crime e a gravação das imagens do atropelamento, por exemplo.

Mateus está preso em São Paulo desde fevereiro, após ficar um ano foragido. O juiz determina que ele permaneça preso até o julgamento. Procurada nesta quarta-feira (7), a defesa do atropelador, o advogado Warley Freitas, informou que não iria comentar o assunto porque ainda não foi intimada oficialmente.

Duas testemunhas devem ser acionadas por meio de inquérito policial por crime de falso testemunho. Elas, intimadas no processo pelo Ministério Público, supostamente mentiram nos depoimentos. A divergência é sobre a quantidade de álcool ingerida pelo réu.

Motorista matou quatro pessoas atropeladas em São José em setembro de 2017 — Foto: TV Globo/Reprodução

Motorista matou quatro pessoas atropeladas em São José em setembro de 2017 — Foto: TV Globo/Reprodução

O que diz a defesa da família das vítimas

O advogado Cristiano Joukhdar, que representa a família das vítimas, considera que ao definir o julgamento por juri popular, a Justiça reconheceu que o réu agiu com dolo eventual.

“A sentença corresponde às expectativas dos familiares que aguardará a designação de julgamento perante o júri popular, ocasião em que trabalharemos pela condenação do acusado por homicídio doloso”, disse a defesa das famílias em nota.

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