Home / Brasil / Gerente chama PM e evita que idosa caia no golpe do bilhete premiado

Gerente chama PM e evita que idosa caia no golpe do bilhete premiado

João Carlos Frigério Publicado em 

 

(Foto: Luciano Camargo/Colaboração) - Gerente chama PM e evita que idosa caia no golpe do bilhete premiado
(Foto: Luciano Camargo/Colaboração)
A desconfiança de um gerente de banco impediu que uma idosa caísse no golpe do bilhete premiado na tarde desta quinta-feira (26) no Alto da XV em Curitiba.

A idosa chegou na agência da Caixa Econômica Federal localizada na Rua XV de Novembro, próximo do horário de fechamento, pedindo para realizar um saque de R$ 70.000,00. Desconfiado o gerente começou a conversar com a idosa e percebeu que ela estava caindo no golpe do bilhete premiado. A idosa disse que três homens estavam aguardando ela do lado de fora.

O gerente ligou 190 e chamou a polícia que chegou rapidamente. O trio não estava mais na frente da agência. As viaturas realizam patrulhamento na região tentando localizá-los.

Como funciona o golpe

O golpista, com jeito de caipira pouco esperto ou de pessoa humilde, pede informações sobre o endereço de uma agência da Caixa Econômica Federal dizendo que é para receber um prêmio de loteria ou outro sorteio.

As vítimas típicas são pessoas idosas, às quais é mostrado o bilhete premiado (forjado ou falso), juntamente com um documento da Caixa Econômica Federal (também falso ou forjado) constando o número do bilhete premiado e o valor do prêmio.

Se for concurso tipo “mega sena” será mostrado um comprovante dos números sorteados (verdadeiro ou falso) e um falso bilhete com aposta nos mesmos números.

Às vezes eles apresentam um verdadeiro bilhete com aposta nos numeros ganhadores de um concurso anterior (veja exemplo abaixo), e um comprovante dos numeros sorteados naquele concurso, contando com a falta de atenção da vítima quanto ao número do concurso.

Em alguns casos o bilhete é forjado com o número de um bilhete que realmente ganhou, assim o documento para comprovar o sorteio não precisa ser falsificado (pode ser um jornal).

A caminho da Caixa Econômica, e depois de muita conversa, o golpista propõe à vítima de lhe vender o bilhete premiado por uma fração do seu valor.

Em alternativa poderá apresentar a proposta como um pedido de ajuda para resolver problemas. Ajuda na qual a vítima supostamente sairia ganhando.

Para justificar a generosa oferta dirá que tem pressa porque o ônibus para sua cidade parte em 15 minutos, que esqueceu ou perdeu os documentos (e não pode retirar o prêmio), que está desorientado com a burocracia ou com a “cidade grande”, que é analfabeto, que tem alguém esperando ele, que a mãe dele está no hospital.

Se a vítima cair nesta conversa sacará o dinheiro da própria conta bancária e o entregará ao golpista em troca de um bilhete que não vale nada. Existem casos onde o golpista, em vez de dinheiro (que pode não estar disponível na conta da vítima), aceita valores como jóias.

Existem variantes onde, para pressionar ou incentivar a vítima a ir sacar seu dinheiro no banco, no meio da conversa com o golpista que oferece o bilhete, aparece um comparsa se dizendo pronto a comprar o bilhete (aí a vítima pode achar que está perdendo um bom negócio), ou se oferecendo como sócio da vítima na compra do bilhete e mostrando parte do dinheiro necessário, ou ainda, prestativo, ajuda, ligando com o seu celular, a verificar que o bilhete é mesmo “premiado”.

Compartilhar:

Você pode Gostar de:

Quatro são presos com 18 kg de maconha em Pindamonhangaba.

Trio detido em Pinda indicou casa em Taubaté, onde mais um suspeito foi preso e …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

No Banner to display