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Conheça os tipos de Drogas Suas Origens e a Destruição que ela Causa na Vida dos Usuários.

 Dentre as piores Drogas está o Oxi(Merla) e o Crack que são as únicas drogas que não Foram criadas na esfera medicinal.

 Os primeiros relatos de consumo do oxi foram registrados no Norte do Brasil, mas, nos últimos dois meses, a droga já foi apreendida em pelo menos 13 Estados do país.

Apesar de ter sido apontada como uma nova droga pela mídia, o oxi é considerado por especialistas como uma variação mais barata e tóxica do crack, que combina a pasta base de cocaína com substâncias químicas de fácil acesso.

Entenda as principais características do oxi e saiba o que já foi descoberto sobre os efeitos e a proliferação da droga.

De que é feito o oxi?

O oxi é uma mistura da pasta base de cocaína, fabricada a partir das folhas de coca, com substâncias químicas de fácil acesso, como querosene, gasolina, cal virgem ou solvente usado em construções.

De acordo com o perito do Instituto de Criminalística de São Paulo, José Luiz da Costa, a fabricação da pasta base de cocaína – da qual também são feitos a cocaína em pó, o crack e a merla – também é feita utilizando uma substância alcalina e um solvente para extrair uma maior quantidade do princípio ativo da planta, responsável pelo efeito principal da droga no sistema nervoso.

“Para se transformar em oxi, a pasta recebe novamente uma quantidade de solvente e alcalino. Só que, desta vez, são produtos como o querosene e o cal, ainda mais tóxicos do que o bicarbonato de sódio, o amoníaco e a acetona, usados para fazer o crack e na cocaína em pó”, diz o perito.

A droga pode ser misturada ao cigarro comum e ao cigarro de maconha, mas, geralmente, é fumada em cachimbos de fabricação caseira, como o crack.

Segundo o psiquiatra Pablo Roig, diretor da clínica de reabilitação Greenwood, em São Paulo, o oxi libera uma fumaça escura ao ser consumido e costuma deixar um resíduo marrom, semelhante ao efeito da ferrugem em metais.

Por isso a droga recebeu o nome de oxi, uma abreviação de “oxidado”.

Qual a diferença entre oxi e crack?

A principal diferença entre o oxi e o crack no mercado das drogas é o preço.

De acordo com o diretor do Departamento de Investigações sobre Narcóticos de São Paulo (Denarc), Wagner Gíldice, o oxi é vendido por cerca de R$ 2 a R$ 5 nas ruas. Pedras de crack podem chegar a custar R$ 10.

O oxi é mais barato justamente porque é feito com produtos químicos que podem ser conseguidos sem fiscalização e a preços baixos. Também por causa da utilização destas substâncias químicas, ele é mais prejudicial ao organismo do que o crack.

No entanto, especialistas dizem que o efeito psicológico das duas drogas é muito semelhante, já que ambas tem o mesmo princípio ativo, que é a pasta de cocaína.

Segundo o psiquiatra Pablo Roig, tanto o crack como o oxi podem viciar os usuários mais rapidamente do que a cocaína em pó, porque chegam mais rapidamente ao cérebro.

“A cocaína absorvida em pó pelo nariz tem que passar pelo sangue até chegar ao cérebro. Por isso, ela demora mais para fazer efeitos do que crack e oxi, que são inalados e vão do pulmão diretamente para o cérebro em questão de segundos”, diz.

Mas Roig diz que, uma vez no organismo, o oxi é mais letal do que o crack, por causa do alto nível de toxicidade das substâncias de que é composto.

“A toxicidade do oxi encurta a vida do usuário em 20% em relação ao crack. Os usuários de crack vivem pelo menos 5 a 6 anos, mas 30% dos usuários de oxi poderão estar mortos depois de um ano”, afirmou.

Quais são os efeitos do oxi no organismo?

A psicóloga Helena Lima afirma que a droga age no sistema nervoso, proporcionando sensações variadas, que podem ir de prazer e alívio a angústia e paranoia a depender da pessoa.

“Pela descrição dos usuários, sabemos que o oxi faz efeito entre sete e nove segundos a partir do momento em que é inalado”, diz.

Uma vez no organismo, a combinação de substâncias do oxi pode causar lesões sérias da boca até os rins.

“Dizemos que o oxi é artesanal por causa da sua produção, mas, em termos bioquímicos, ele é bastante complexo e sofisticado e, por isso, muito prejudicial”, diz Lima.

Na boca, o querosene ou gasolina combinados com o calor provocam ferimentos nos lábios e na mucosa bucal, danificam as papilas gustativas da língua – células responsáveis pelo reconhecimento de sabores -, causam ferimentos no esôfago e corroem os dentes.

O cal virgem na droga pode provocar fibrose pulmonar, que prejudica a captação de ar pelo pulmão.

Os químicos adicionados à droga vão para o fígado, que é o órgão responsável por metabolizá-las. No entanto, a droga sobrecarrega o fígado e compromete suas funções, como a distribuição de açúcar no organismo.

Por causa disso, o uso prolongado do oxi aumenta as chances de doenças como cirrose hepática e o acúmulo de gordura no órgão.

“Muitas pessoas também misturam o oxi com o álcool, o que é ainda pior. A mistura forma uma substância chamada cocaetileno, que é altamente tóxica para o fígado. Por isso, vê-se usuários com lesões sérias no fígado em pouco tempo”, diz Pablo Roig.

Quem consome oxi também está sujeito a falhas nos rins, que também ficam sobrecarregados pela alta quantidade de toxinas resultantes da combinação química da droga.

A dificuldade dos rins em eliminar as toxinas faz com que elas permaneçam circulando no sangue, causando náuseas, diarreia e problemas gastrointestinais.

Além disso, o usuário também está vulnerável aos problemas causados pelo princípio ativo da cocaína, como o risco de ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs).

Como a droga chegou no Brasil?

Especialistas e investigadores afirmam que o oxi começou a entrar no país pela fronteira com a Bolívia, que é o terceiro produtor de cocaína do mundo, segundo dados da ONU.

Há relatos de que o uso do oxi começou em Estados como Acre e Pará há cerca de 20 anos, mas, ao que tudo indica, começou a se espalhar pelo país nos último sete anos.

Um dos primeiros estudos brasileiros a mencionar a droga foi conduzido pela psicóloga e especialista em saúde pública Helena Lima, no Acre, em 2003.

“A pesquisa foi publicada em 2005 e fui muito procurada para falar sobre o oxi. No entanto, era uma droga desconhecida em um Estado pequeno no Norte do país. Por isso, ela foi ficando em segundo e terceiro plano na medida em que o problema do crack cresceu”, diz a pesquisadora.

Nos últimos anos, o oxi passou a ser produzido no Brasil utilizando a pasta base de cocaína conseguida através do narcotráfico e os produtos químicos locais, como cal, querosene, gasolina e solvente.

“Acho que o fator estrutural do crescimento do oxi é a fragilidade do controle dos insumos químicos. A facilidade de acesso a essas substâncias acontece no país todo”, afirma Helena Lima.

A psicóloga diz ainda que, no Acre, a droga se espalhou através dos usuários. “O oxi passa de mão em mão, mas também podem haver criminosos e até policiais envolvidos na distribuição.”

O diretor do Denarc, Walter Gíldice, avalia que há uma grande possibilidade de que organizações de narcotráfico estejam diretamente envolvidas na proliferação do oxi.

“São os grandes traficantes que detém a pasta base, então eles podem estar por trás disso. Mas o que foi apreendido aqui já está sendo produzido aqui”, diz.

Mas Gíldice também alerta para o fato de que, por ser produzida artesanalmente, a droga tem características diferentes em cada Estado. “As pedras que estão sendo vendidas no Pará são diferentes das de São Paulo, por exemplo. Aqui, elas são mais parecidas com o crack do que lá.”

 

O que está sendo feito em relação à proliferação do oxi?

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está realizando uma pesquisa de campo sobre o oxi no Brasil, a pedido da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), órgão vinculado ao Ministério da Justiça.

De acordo com Helena Lima, a pesquisa é essencial para entender como a droga está sendo produzida e a quem está atingindo em cada região do país.

“Apesar da idéia de que o oxi é uma droga mais comum entre as classes mais baixas e entre os usuários de crack, entrevistei desde analfabetos até pessoas com formação universitária usando oxi no Acre”, diz a pesquisadora.

“Só é possível combater o oxi sabendo como ele penetrou em cada Estado do Brasil, e isso depende das demandas do mercado de drogas em cada região.”

O jurista e ex-secretário nacional Antidrogas Walter Maierovich afirma que, além de campanhas que alertem sobre os perigos da droga, é preciso realizar um controle mais rígido da venda de produtos químicos de uso mais corrente, como o cal e os solventes.

As fronteiras do país, segundo Maierovich, também precisam de mais vigilância.

“Ninguém está indo nos municípios da fronteira e verificando o aumento da renda nestes municípios. Estes lugares geralmente são pequenos e têm uma movimentação de dinheiro limitada. Se, de repente, há mais dinheiro circulando do que a capacidade desse lugar, há algo errado”, disse.

O QUE É A MACONHA?

Maconha é a palavra usada para descrever as flores, sementes e folhas secas da planta de cânhamo indiano. Na rua, é chamada por muitos outros nomes, tais como: bagulho, marola, beck, biricutico, erva, cangonha, papel de galo, bango, breu, fino, hemp, dona juanita, ganja, caroçuda.

Haxixe é uma variação da droga, feita a partir das resinas da planta de cânhamo indiano. Também é chamado de chocolate, hash ou shit nos EUA e é, em média, 6 vezes mais forte que a maconha.

O termo cannabis descreve qualquer uma das diferentes drogas que provêm do cânhamo indiano, incluindo maconha e haxixe.

Independentemente do nome, esta droga é um alucinógeno — uma substância que distorce a forma como a sua mente percebe o mundo em que você vive.

O composto químico na cannabis que cria esta distorção é conhecido por “THC”. A quantidade de THC encontrada em qualquer quantidade de maconha pode variar substancialmente, mas, geralmente, a porcentagem de THC tem aumentado nos últimos anos.

COMO É USADA?

A maconha é uma mistura de folhas, caules, flores e sementes secas da planta do cânhamo. É geralmente de cor verde, marrom ou cinza.
A maconha é uma mistura de folhas, caules, flores e sementes secas da planta do cânhamo. É geralmente de cor verde, marrom ou cinza.
Haxixe é uma resina cor de canela, marrom ou preta que é seca e apertada em formato de barras, pauzinhos ou bolas. Quando fumados, tanto a maconha como o haxixe exalam um aroma doce e distinto.
Haxixe é uma resina cor de canela, marrom ou preta que é seca e apertada em formato de barras, pauzinhos ou bolas. Quando fumados, tanto a maconha como o haxixe exalam um aroma doce e distinto.

A maconha é a droga ilícita mais comumente usada no mundo. Uma pesquisa sobre o uso de drogas no Brasil feita pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) mostra que mais de 3 milhões de adultos brasileiros com idades entre 18 e 59 anos fumaram maconha em 2012.

A maconha é normalmente fumada como um cigarro (baseado), mas também pode ser fumada usando um cachimbo. Com menos frequência, é misturada com alimentos e ingerida ou preparada como chá. Às vezes, os usuários abrem cigarros e tiram o fumo, misturando-o com maconha. Algumas vezes outras drogas mais potentes são adicionadas aos becks e baseados, como o crack ou PCP (fenciclidina, um alucinógeno poderoso).

Quando uma pessoa fuma um baseado, normalmente sente os efeitos da maconha em alguns minutos. As sensações imediatas — aumento do ritmo cardíaco, diminuição da coordenação motora e equilíbrio, e um estado mental irreal, como se fosse um sonho — alcançam o seu auge dentro dos primeiros 30 minutos. Estes efeitos de curto prazo desaparecem gradualmente, normalmente em duas ou três horas, mas podem permanecer mais tempo, dependendo da quantidade consumida pelo usuário, da potência do THC e da presença de outras drogas introduzidas na mistura.

Como o usuário típico inala mais fumo e o segura por mais tempo do que o faria com um cigarro, um baseado causa um impacto severo nos seus pulmões. Além do desconforto, acompanhado de dores de garganta e bronquite, descobriu-se que usar um baseado expõe o usuário a elementos químicos cancerígenos equivalentes a 5 cigarros.

As consequências mentais do uso da maconha são igualmente severas. Em relação aos não usuários, os usuários de maconha têm memória e capacidade mental reduzidas.

Animais que receberam maconha em testes de pesquisadores tiveram danos estruturais em seus cérebros.

 


NOMES POPULARES

 

MACONHA Bagulho Beck Marola Biricutico Erva Cangonha Papel de galo Bango Breu Fino Hemp Dona Juanita Ganja Maria Joana Caroçuda Chá Carne-seca Tarugo Aliamba Americana Capucheta Come e dorme Fumo branco Grama Mexicana Capim Congo Bunfa HAXIXE Chocolate Fininho Mato Louco.

MACONHA: AS SUAS ORIGENS

A planta de cânhamo da Índia (da qual as drogas como a maconha e haxixe são feitas) já era cultivada para uso como alucinógeno há mais de 2.000 anos.

Embora a cannabis contenha mais de 400 componentes químicos diferentes, o ingrediente principal que afeta a mente é o THC. A quantidade de THC na planta do cânhamo determina a potência da droga. O clima, o solo e outros fatores também determinam a porcentagem de THC encontrada na planta. Com o uso de técnicas de agricultura modernas, os plantadores de cânhamo desenvolveram variedades de cannabis que contêm níveis muito mais elevados de THC do que no passado. Em 1974, os níveis médios de THC eram de 1% e em 1994 eram de 4%. Em 2008, os níveis atingiram 9,6%, os mais altos desde que a análise da droga começou, nos anos 70.

Uma forma de cannabis, chamada sinsemilla (“sem sementes”, em espanhol) pode conter níveis de THC desde 7,5% até 24%.

ÁLCOOL VERSUS MACONHA

Fumar maconha é igual a beber álcool?

Você decide. Aqui estão os fatos:

O álcool consiste em uma única substância: o etanol. A maconha contém mais de 400 componentes químicos conhecidos, incluindo as mesmas substâncias cancerígenas encontradas na fumaça do tabaco. Diferente dos fumantes de cigarro, os fumantes de baseados tendem a inalar profundamente e segurar a fumaça tanto quanto possível para aumentar o efeito da droga, piorando o dano nos pulmões.

O álcool é eliminado do corpo em poucas horas; o THC permanece na gordura do corpo durante semanas, possivelmente meses, dependendo do período de tempo e da intensidade do uso.

O THC danifica o sistema imunológico. O álcool não.

Não temos aqui a intenção de minimizar os danos do consumo de álcool, o qual pode ser igualmente prejudicial. No entanto, os usuários precisam estar cientes de que os compostos químicos contidos na maconha, alguns dos quais cancerígenos, permanecem no corpo muito tempo depois de a droga ter sido usada.

ESTATÍSTICAS INTERNACIONAIS

De acordo com as Nações Unidas, 158,8 milhões de pessoas em todo o mundo fumam maconha — mais de 3,8% da população do planeta.

  • Mais de 94 milhões de pessoas nos EUA admitiram terem usado pelo menos uma vez.
  • De acordo com o Estudo Nacional sobre Saúde e Uso de Drogas de 2007, 2,1 milhões de pessoas nos Estados Unidos usaram maconha pela primeira vez naquele ano.
  • Em 2007, nos EUA, 6,7% dos jovens entre 12 e 17 anos eram usuários de maconha.
  • De acordo com as estimativas do governo dos EUA a produção caseira de maconha aumentou 10 vezes nos últimos 25 anos: de 100 toneladas em 1981 para 10.000 toneladas em 2006. Não é surpresa que 58% dos jovens entre os 12 e 17 anos disseram que obter a erva é fácil. No ano 2000, os usuários americanos gastaram aproximadamente US$ 10,5 bilhões em maconha.
  • Em 2005, 242.200 entradas em prontos-socorros nos EUA envolviam maconha.
  • De acordo com a Agência Antidrogas Americana, uma grande porcentagem das pessoas que cometem crimes dão positivo no teste de maconha ao serem presas. Em nível nacional, 40% dos homens adultos deram positivo neste exame no momento em que foram presos.
  • Dos adultos com 26 anos ou mais que usaram maconha antes dos 15 anos, 62% partiram para o uso de cocaína em algum ponto de suas vidas; 9% usaramheroína pelo menos uma vez; e 54% fizeram uso não medicinal de algum medicamento prescrito que altera a mente.
  • Depois do álcool, a maconha é a segunda substância mais encontrada nos cadáveres de motoristas envolvidos em acidentes de carro.

 

OS EFEITOS PREJUDICIAIS DA MACONHA

Créditos fotográficos: Alamy
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Os efeitos imediatos de usar maconha incluem: aceleração dos batimentos cardíacos, desorientação e falta de coordenação motora, frequentemente seguidos por depressão ou sonolência. Alguns usuários sofrem de ataques de pânico ou ansiedade.

Mas o problema não acaba aqui. De acordo com estudos científicos o ingrediente ativo na cannabis, o THC, permanece no corpo por semanas ou ainda mais.

A fumaça da maconha contém 50% a 70% mais substâncias cancerígenas do que a fumaça do tabaco. Uma ampla pesquisa relatou que um único baseado poderia causar tanto dano aos pulmões quanto 5 cigarros comuns fumados um atrás do outro. Fumantes crônicos de maconha frequentemente sofrem de bronquite, uma inflamação do trato respiratório.

A droga pode afetar mais do que a sua saúde física. Estudos na Austrália em 2008 associaram os anos de uso intenso de maconha a anomalias no cérebro. Isso é respaldado por uma pesquisa anterior sobre os efeitos a longo prazo da maconha, que indica que as mudanças no cérebro são similares às causadas pelo uso de longo prazo de outras drogas pesadas. Além disso, muitos estudos têm mostrado a ligação entre o uso continuado de maconha e a psicose.

A maconha muda a estrutura das células do esperma, deixando-as deformadas. Dessa forma, até mesmo pequenas quantidades de maconha podem causar esterilidade temporária nos homens. O uso de maconha pode desregular o ciclo menstrual de uma mulher.

Estudos revelam que as funções mentais das pessoas que fumaram muita maconha tendem a ser reduzidas. O THC na cannabis corrompe as células nervosas no cérebro afetando a memória.

A cannabis é uma das poucas drogas que causam a divisão anormal das células, o que conduz a defeitos hereditários graves. Uma mulher grávida que fume maconha ou haxixe regularmente pode dar à luz um bebê prematuro, de baixa estatura e abaixo do peso. Nos últimos 10 anos, muitos filhos de usuários de maconha nasceram com iniciativa reduzida, pouca capacidade de concentração e menor capacidade de alcançar os objetivos da vida. Estudos sugerem também que o uso pré-natal da droga pode resultar em nascimentos defeituosos, anormalidades mentais e aumento do risco de leucemia1 nas crianças.

  1. 1. leucemia: câncer da medula óssea.

EFEITOS A CURTO PRAZO

  • Distorção sensorial
  • Pânico
  • Ansiedade
  • Coordenação motora fraca
  • Tempo de reação elevado
  • Depois de um “barato” inicial, o usuário sente-se sonolento ou deprimido
  • Batimento cardíaco acelerado (e risco de ataque cardíaco)

EFEITOS DA MACONHA A LONGO PRAZO

  • Baixa resistência a doenças comuns (resfriados, bronquite, etc.)
  • Supressão do sistema imunológico
  • Distúrbios de crescimento
  • Aumento de células de estrutura anormal no corpo
  • Redução dos hormônios sexuais masculinos
  • Destruição rápida das fibras dos pulmões e lesões (feridas) cerebrais que poderão ser permanentes
  • Capacidade sexual reduzida
  • Dificuldades de estudo: menor capacidade para aprender e reter informação
  • Apatia, sonolência, falta de motivação
  • Mudança de personalidade e humor
  • Incapacidade para compreender as coisas de forma clara

“Eu comecei a fumar um beck por brincadeira, um desafio do meu melhor amigo, que disse que eu era medroso demais para fumar um baseado e beber um litro de cerveja. Na época eu tinha 14 anos. Após 7 anos fumando maconha e bebendo,acabei dependente. Já não fumava mais para sentir euforia, fumava apenas para sentir alguma aparência de normalidade.

“Então, comecei a ter sentimentos negativos sobre mim mesmo e minhas capacidades pessoais. Detestava a paranoia1. Detestava estar sempre olhando por cima do ombro. Realmente detestava não confiar nos meus amigos. Fiquei tão paranoico que consegui afastar todos de mim e me vi num lugar terrível onde ninguém quer estar — estava só. Acordava de manhã, começava a fumar e continuava fumando o dia todo.” — Paul

 

  1. 1. paranoia: suspeita, desconfiança ou medo de outras pessoas.

NA ROTA DO USO DAS DROGAS

Créditos fotográficos: Alamy
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Por criar uma tolerância, a maconha pode levar os usuários a usarem drogas mais fortes para sentirem o mesmo barato. Quando os efeitos começam a desaparecer, a pessoa pode procurar drogas mais potentes para se libertar das condições indesejáveis que a levaram a usar maconha em primeiro lugar. A própria maconha não leva a pessoa a outras drogas; as pessoas usam drogas para se livrarem de situações ou sentimentos indesejados. A droga (maconha) mascara o problema durante algum tempo (enquanto o usuário sente o barato). Quando o “barato” acaba, o problema, condição ou situação indesejada voltam de forma mais intensa do que antes. Uma vez que a maconha já “não funciona mais”, o usuário pode então partir para drogas mais potentes.

A imensa maioria dos usuários de cocaína (99,9%) começaram primeiro usando uma “droga de entrada” como a maconha, os cigarros ou o álcool. Claro que nem todos que fumam maconha e haxixe começam a usar drogas mais pesadas. Alguns nunca o fazem. Outros desistem completamente de usar maconha. Mas alguns realmente recorrem a drogas mais pesadas. Um estudo descobriu que os adolescentes (12 a 17 anos) que fumam maconha têm 85 vezes mais probabilidade de usar cocaína do que os adolescentes que não fumam a erva e que 60% destes que fumam a erva antes dos 15 anos passam a usar cocaína.

Algumas vezes a maconha é combinada com drogas mais pesadas. Os baseados às vezes são banhados em PCP, um alucinógeno poderoso. PCP é um pó branco que também está disponível na forma líquida que é usada com a cannabis. O PCP é conhecido por causar comportamento violento e criar reações físicas severas incluindo convulsões, coma e até a morte.

“Eu consegui o meu primeiro baseado no pátio da escola. Agora sou um dependente de heroína e acabo de finalizar o meu oitavo tratamento para a dependência de drogas.” — Christian

O QUE É A COCAÍNA?

 A palavra cocaína se refere à droga na forma de pó ou de cristal1. O pó é geralmente misturado com substâncias como amido de milho, pó de talco e/ou açúcar ou outras drogas do tipo procaína (um anestésico local) ou anfetaminas.

Extraída das folhas de coca, a cocaína foi originalmente desenvolvida como um analgésico. É mais frequentemente cheirada, sendo o pó absorvido pela circulação sanguínea através dos tecidos nasais. Ela também pode ser ingerida ou esfregada nas gengivas.

Os usuários a injetam para que a droga seja absorvida mais rapidamente pelo corpo, mas isto aumenta substancialmente o risco de overdose. Inalar como fumaça ou vapor acelera a absorção com menos riscos para a saúde do que uma injeção.

“Você acredita que a coca melhorará a sua percepção, que lhe permitirá se superar, que será capaz de controlar as coisas. É uma besteira total. Depois de um tempo, você não paga mais as suas contas, não toma mais banho, desiste dos seus amigos e de sua família. Acaba indefeso e solitário.” — Nigel

“Você acredita que a coca melhorará a sua percepção, que lhe permitirá se superar, que será capaz de controlar as coisas. É uma besteira total. Depois de um tempo, você não paga mais as suas contas, não toma mais banho, desiste dos seus amigos e de sua família. Acaba indefeso e solitário.” — Nigel

UM PÓ BRANCO MORTAL

A cocaína é uma das drogas mais perigosas conhecidas pelo homem. Uma vez que a pessoa comece a usar cocaína é comprovado que é quase impossível se livrar dela física e mentalmente. Fisicamente, estimula os receptores-chave (terminações nervosas que sentem as alterações no corpo) do cérebro que, por sua vez, cria uma euforia à qual os usuários rapidamente desenvolvem tolerância. Apenas o uso de doses mais elevadas e mais frequentes podem causar o mesmo efeito.

Hoje em dia, a cocaína é um empreendimento multibilionário mundial. Os usuários são de todas as idades, ocupações e níveis econômicos, até mesmo crianças tão novas quanto 8 anos de idade.

O uso da cocaína pode levar à morte por insuficiência respiratória, hemorragia cerebral (sangramento no cérebro) ou ataque cardíaco. Filhos de mães que são dependentes de cocaína já nascem sendo dependentes químicos. Muitos sofrem de defeitos congênitos e de muitos outros problemas.

Apesar dos perigos, o uso da cocaína continua a aumentar — provavelmente porque os usuários descobrem ser muito difícil escapar dos primeiros passos dados na estrada longa e sombria que leva ao vício.

  1. 1. Na forma de cristal, é chamada de crack. Para mais informação veja A Verdade sobre o Crack nesta série.

 


NOMES POPULARES

 

COCAÍNA Farinha Branquinha Branca Gulosa Caneca Neve Pico Pó Coca Brilho Poeira Talquinho Júlia Basuko

ESTATÍSTICAS INTERNACIONAIS

As pesquisas mostram que quase metade dos frequentadores de discotecas europeus usaram cocaína.
As pesquisas mostram que quase metade dos frequentadores de clubes noturnos europeus usaram cocaína.

A cocaína é a segunda droga ilícita mais traficada no mundo. As estatísticas mais recentes mostram que as apreensões internacionais de cocaína continuam aumentando e hoje chegam a 756 toneladas, com as maiores quantidades interceptadas na América do Sul, seguida pela América do Norte.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e divulgada em dezembro de 2013, 3 milhões de pessoas usam com frequência cocaína e crack, o dobro dos 1,5 milhão de pessoas que usam maconha diariamente. 20% do mercado mundial de crack e cocaína são representados pelo Brasil. 45% dos usuários experimentaram cocaína pela primeira vez antes dos 18 anos.

Em 2006, nos Estados Unidos, a Pesquisa Nacional sobre Uso de Drogas e Saúde relatou que 35,3 milhões de americanos com idade de 12 anos ou mais informaram ter usado cocaína. Também foi constatado que 8,6 milhões de americanos com 12 anos ou mais usaram crack. Entre os pesquisados na idade de 18 a 25 anos, 6,9% disseram ter usado cocaína (incluindo o crack) durante o ano anterior. Conforme o Estudo de Monitoramento do Futuro de 2006, feito pelo Instituto Nacional contra o Abuso de Drogas, 8,5% dos estudantes do ensino médio usaram cocaína alguma vez nas suas vidas.

Nos Estados Unidos, a cocaína continua sendo a droga ilícita mais mencionada pelos prontos-socorros na Rede de Alerta sobre Abuso de Drogas. Em 2005, foram registradas 448.481 entradas nos prontos-socorros envolvendo uso de cocaína.

“O meu amigo vinha usando drogas por quatro anos, três deles usando drogas pesadas como cocaína, LSD, morfina e muitos antidepressivos e analgésicos. Na verdade qualquer coisa que ele pudesse conseguir. Ele se queixava o tempo todo de dores terríveis no corpo e estava cada vez pior até que ele finalmente foi ver um médico.

O médico lhe disse que não podia fazer nada por ele e que por causa da deterioração do seu corpo, ele não iria viver muito. Dentro de dias, ele morreu.” — Dwayne

POR QUE A COCAÍNA CAUSA TANTA DEPENDÊNCIA?

Créditos fotográficos (acima): Cordis
Créditos fotográficos (acima): Cordis

Depois da metanfetamina1, a cocaína é a droga que cria a maior dependência psicológica de todas. Estimula centros chaves de prazer no cérebro e causa uma euforia extremamente elevada.

A tolerância à cocaína se desenvolve rapidamente — o usuário logo deixa de sentir o mesmo prazer de antes com a mesma quantidade de cocaína.

COMBINAÇÃO MORTAL DE DROGAS

A cocaína é algumas vezes usada com outras drogas, incluindo: tranquilizantes, anfetaminas2, maconha e heroína. Estas combinações aumentam imensamente o perigo de usar cocaína. Além da chance de desenvolver dependência das duas drogas, uma pessoa pode facilmente criar uma mistura de narcóticos fatal.

“Eu não tinha mais futuro. Não via como poderia escapar da minha dependência de cocaína. Eu estava perdida. Estava ‘explodindo’ e incapaz de parar de usar cocaína. Alucinava pensando que tinha bichos rastejando debaixo da minha pele. Sentia isso cada vez que me injetava e para fazer eles saírem, me raspava com a ponta da seringa até começar a sangrar. Uma vez eu sangrei tanto por causa disto que tive de ser levada para o hospital. — Susan

  1. 1. metanfetamina: um estimulante altamente viciante para o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal).
  2. 2. anfetamina: um estimulante do sistema nervoso central, frequentemente chamado de “rebite”.

EFEITOS DA COCAÍNA

Quais são os efeitos da cocaína a curto prazo?

A cocaína causa uma euforia intensa e rápida, seguida imediatamente pelo oposto — depressão intensa, pressão alta e fissura por mais droga. As pessoas que a usam não comem nem dormem adequadamente. Elas podem experimentar taquicardia, espasmos musculares e convulsões. A droga pode fazer com que as pessoas se sintam paranoicas1, furiosas, hostis e ansiosas — mesmo quando não estão no barato.

Independente do aumento da quantidade ou frequência do uso, a cocaína aumenta o risco de o usuário ter um ataque cardíaco, derrame cerebral, convulsões ou insuficiência respiratória, sendo que qualquer um destes pode resultar em morte súbita.

Quais são os efeitos da cocaína a longo prazo?

O termo “demônio da droga” foi criado muitos anos atrás para descrever os efeitos colaterais negativos do uso frequente da cocaína. Como a tolerância à droga aumenta, é necessário usar cada vez mais para conseguir o mesmo “barato”. O uso diário por longo tempo causa perda de sono e de apetite. Uma pessoa pode se tornar psicótica e experimentar alucinações.

Como a cocaína interfere na maneira como o cérebro processa os elementos químicos, uma pessoa precisa de cada vez mais da droga para se sentir “normal”. As pessoas que se tornam dependentes de cocaína (assim como na maioria das outras drogas) perdem o interesse pelas outras áreas da vida.

Reduzir a quantidade da droga causa uma depressão tão severa que a pessoa faz praticamente de tudo para conseguir a droga — até mesmo cometer assassinato.

E se não conseguir a cocaína, a depressão pode ficar tão intensa a ponto de levar o dependente químico a se matar.

Efeitos a curto prazo

  • Perda de apetite
  • Aumento do ritmo cardíaco, da pressão sanguínea e da temperatura corporal
  • Vasos sanguíneos contraídos
  • Ritmo respiratório acelerado
  • Pupilas dilatadas
  • Distúrbios do sono
  • Náusea
  • Hiperestimulação
  • Comportamento bizarro, errático e às vezes violento
  • Alucinações, hiperexcitabilidade, irritabilidade
  • Alucinações táteis que criam a ilusão de insetos rastejando por baixo da pele.
  • Euforia intensa
  • Ansiedade e paranoia
  • Depressão
  • Fissura pela droga
  • Pânico e psicose
  • Doses excessivas (mesmo que seja uma vez) podem conduzir a convulsões, ataques epilépticos e morte súbita
A cocaína causa danos ao coração, rins, cérebro e pulmões.
A cocaína causa danos ao coração, rins, cérebro e pulmões.

Efeitos a longo prazo

  • Danos permanentes nos vasos sanguíneos do coração e do cérebro 
  • Pressão alta, levando a ataques cardíacos, derrames cerebrais e à morte
  • Danos no fígado, rins e pulmões
  • Se for cheirada, ocorre a destruição dos tecidos nasais
  • Se for fumada, causa insuficiência respiratória
  • Causa doenças infecciosas e abcessos se for injetada
  • Má nutrição, perda de peso
  • Cáries profundas
  • Alucinações auditivas e táteis
  • Disfunções sexuais, danos ao sistema reprodutivo e infertilidade (tanto para o homem como para a mulher)
  • Desorientação, apatia, exaustão e confusão
  • Irritabilidade e transtornos do humor
  • Aumento do comportamento de risco
  • Delírio ou psicose
  • Depressão severa
  • Tolerância e dependência (mesmo depois de ter sido usado só uma vez)

“Não toque na cocaína. Passei dois anos na cadeia por causa desta droga. E quando saí, a vida foi tão difícil que comecei a usar a droga outra vez. Conheço 10 meninas que viraram prostitutas por causa da cocaína. É muito mais extrema e degradante do que pensamos. Na hora não nos damos conta de até que ponto ela nosdestrói.” — Shawne

  1. 1. paranoica: pessoa que suspeita, tem desconfiança ou medo de outras pessoas.

CRIANÇAS: AS VÍTIMAS MAIS INOCENTES DA COCAÍNA

Sempre se ouve o seguinte: “Sim, uso drogas, mas isso é da minha conta!” Mas o uso de drogas tem sempre as suas vítimas inocentes, desde aqueles que se tornam vítimas dos dependentes químicos que procuram desesperadamente financiar seu hábito de usar drogas, até aqueles que morrem em acidentes de trânsito causados por motoristas sob influência da droga.

As vítimas mais trágicas são os bebês nascidos de mães que usaram a droga durante a gravidez. Só nos Estados Unidos, nascem anualmente dezenas de milhares de bebês expostos à cocaína. Aqueles que não são usuários frequentemente sofrem de vários problemas físicos que podem incluir: nascimento prematuro, baixo peso ao nascer, crescimento atrofiado, defeitos congênitos, danos cerebrais e no sistema nervoso.

Bebês nascidos abaixo do peso são 20% mais suscetíveis de morrer no seu primeiro mês de vida do que bebês nascidos com o peso normal e enfrentam um alto risco de ter deficiências para toda a vida, como retardamento mental e paralisia cerebral.

O impacto desta tragédia humana na sociedade ainda está para ser calculado.

COCAÍNA: UMA BREVE HISTÓRIA

O que começou como uma tradição religiosa nos Andes tornou-se um abuso em todo o mundo.

O que começou como uma tradição religiosa nos Andes tornou-se um abuso em todo o mundo.

A coca é um dos estimulantes de origem natural mais antigos, potentes e perigosos. Três mil anos antes de Cristo, os Incas mascavam folhas de coca nos Andes para que seus corações batessem a toda velocidade e para acelerar sua respiração contra os efeitos de viver no ar rarefeito da montanha.

Os nativos peruanos só mascavam folhas de coca durante as cerimônias religiosas. Este tabu foi quebrado quando os soldados espanhóis invadiram o Peru em 1532. Índios forçados a trabalhar nas minas de prata espanholas eram supridos com folhas de coca, pois isto os deixava mais fáceis de controlar e explorar.

A cocaína foi sintetizada pela primeira vez em 1859 pelo químico alemão Albert Niemann. Somente a partir de 1880 é que começou a se tornar popular entre a comunidade médica.

Psicanalista austríaco Sigmund Freud. (Créditos fotográficos: Fototeca do Museu de Freud)
Psicanalista austríaco Sigmund Freud. (Créditos fotográficos: Fototeca do Museu de Freud)

O psicanalista Sigmund Freud, que usava a droga em si próprio, foi o primeiro a promover amplamente a cocaína como um tônico para curar a depressão e a impotência sexual.

Em 1884, publicou um artigo intitulado “Über Coca” (Sobre a Coca) que promovia os “benefícios” da cocaína, chamando-a de substância “mágica”.

Freud, contudo, não era um observador objetivo. Consumia cocaína regularmente, receitou-a à sua namorada e ao seu melhor amigo e recomendou-a para uso geral.

Embora notasse que a cocaína conduzia à “decadência física e moral”, Freud continuou promovendo a cocaína aos seus amigos íntimos, um dos quais acabou por sofrer de alucinações paranoicas de “cobras brancas rastejando pela sua pele”.

Freud também acreditava que: “Para os humanos a dose tóxica de cocaína é muito elevada, e parece não haver uma dose letal”. Ao contrário da sua crença, um dos pacientes de Freud morreu de uma elevada dosagem que ele receitou.

Em 1886, a droga conseguiu sua maior popularidade quando John Pemberton incluiu folhas de coca como ingrediente do seu novo refrigerante, a Coca-Cola. Os efeitos energizantes e eufóricos que o consumidor sentia ajudaram a aumentar vertiginosamente a popularidade da Coca-Cola na virada do século.

De 1850 até os primeiros anos de 1900, elixires (poções mágicas e medicinais), tônicos e vinhos de cocaína e ópio foram amplamente usados por pessoas de todas as classes sociais. Celebridades que promoveram os efeitos “milagrosos” dos tônicos e elixires de cocaína incluem o inventor Thomas Edison e a atriz Sarah Bernhardt. A droga tornou-se popular na indústria do cinema mudo e as mensagens que saíam de Hollywood a favor da cocaína naquele tempo influenciavam milhões.

O uso de cocaína na sociedade aumentou e os perigos da droga tornaram-se gradualmente mais evidentes. Por pressão popular, em 1903, a Coca-Cola foi forçada a retirar a cocaína do refrigerante.

Em 1905, cheirar cocaína tornou-se popular e nos cinco anos seguintes, os hospitais e a literatura médica começaram a registrar casos de danos nasais devidos ao uso desta droga.

Em 1912, o governo dos Estados Unidos registrou 5.000 mortes relacionadas com a cocaína em um ano e a droga foi oficialmente banida em 1922.

Na década de 1970, a cocaína emergiu como a nova droga da moda para artistas e homens de negócios. A cocaína parecia a companhia perfeita para uma viagem empolgante. A cocaína “dava energia” e ajudava as pessoas a permanecerem em “alto astral”.

Entre 1970 e 1980, o percentual de estudantes que experimentaram cocaína em algumas universidades americanas aumentou dez vezes.

No final da década de 1970, traficantes de droga colombianos começaram a organizar uma rede elaborada de contrabando de cocaína para os EUA.

Tradicionalmente, por ser um hábito muito caro, a cocaína era uma droga para ricos. No final da década de 1980, a cocaína não era mais tida como a opção de droga dos endinheirados. Na época conquistou a reputação de ser a droga mais perigosa e que causava mais dependência da América, ligada a pobreza, crime e morte.

No início da década de 1990, os cartéis de droga colombianos produziam e exportavam de 500 a 800 toneladas de cocaína por ano, enviando não somente para os EUA, mas também para a Europa e Ásia. Em meados de 1990, os grandes cartéis foram desmantelados pelas autoridades, mas foram substituídos por grupos menores — com mais de 300 organizações de contrabando de droga hoje conhecidas e ativas na Colômbia.

Desde 2008, a cocaína tornou-se a segunda droga ilícita mais contrabandeada no mundo.

O QUE OS TRAFICANTES DIRÃO

Quando se pesquisou a razão pela qual os adolescentes começavam a usar drogas em primeiro lugar, 55% responderam que foi devido à pressão dos amigos. Eles queriam ser legais e populares. Os traficantes sabem disso.

Eles se aproximarão de você como um amigo e se oferecerão para “ajudá-lo” com “algo que vai fazer você ficar feliz”. A droga “vai ajudar você a se entrosar” ou “vai fazer você ser bacana”.

Os traficantes de drogas, motivados pelos lucros, dizem qualquer coisa para conseguir que você compre as drogas que eles vendem. Eles dizem que a “cocaína fará da sua vida uma festa”.

Eles não se importam se as drogas arruínam a sua vida desde que sejam pagos. Eles só querem saber do dinheiro. Traficantes reabilitados admitiram que eles viam seus compradores como peças de um jogo de xadrez.

Obtenha os fatos sobre as drogas. Tome as suas próprias decisões.

“Com a cocaína, você fica igual a uma mariposa, presa a uma luz. Ela te atrai mais e mais e você não consegue parar. Não é físico. Está na sua cabeça. Quanto mais você tem, mais você usa. Eu me injetava a cada 10 minutos. Pedi um empréstimo no banco para comprar coca. Um dia fiquei desempregada. Foi pior. Costumava usar o tempo todo. Isto me deixou louca. Eu sabia disso, mas continuei. Virei um fracasso total.” — Marilyn

HEROÍNA: O QUE É?

A heroína é uma droga ilícita que causa extrema dependência. É usada por milhões de dependentes químicos em todo o mundo que, incapazes de superar o desejo de continuarem a usar esta droga diariamente — sabem que se pararem irão enfrentar o horror da abstinência.

A heroína (como o ópio e a morfina) é feita a partir da resina das papoulas. O ópio, uma espécie de seiva esbranquiçada, primeiro é removido da cápsula da flor da papoula. Então é refinado para fazer a morfina, sendo depois ainda mais refinado e transformado em diferentes formas de heroína.

Na maioria das vezes a heroína é injetada, criando riscos adicionais para o usuário, que tem que encarar o risco da AIDS e/ou outra infecção por cima da dor da dependência.

“A heroína me excluiu do resto do mundo. Meus pais me expulsaram de casa. Meus amigos e irmãos não queriam mais me ver. Fiquei totalmente sozinha.” — Suzanne

 

Crédito fotográfico: istock.com/Peeter Viisimaa
Crédito fotográfico: istock.com/Peeter Viisimaa

AS ORIGENS DA HEROÍNA

A heroína foi originalmente fabricada em 1898 pela empresa farmacêutica alemã Bayer, e colocada no mercado como um tratamento para a tuberculose e como remédio para a dependência da morfina.

Um círculo vicioso

Durante a década de 1850, a dependência de ópio nos Estados Unidos era um problema grave. A “solução” era dar aos dependentes de ópio um substituto menos potente e que “não causasse dependência” — a morfina. A dependência de morfina logo se tornou um problema maior do que a dependência do ópio.

Tal como com o ópio, o problema da morfina foi resolvido por outro substituto que “não causava dependência” — a heroína, que provou ser ainda mais viciante do que a morfina. Com o problema da heroína surgiu ainda outro substituto que “não causava dependência” — a droga atualmente conhecida como metadona. Desenvolvida inicialmente em 1937 por cientistas alemães que procuravam um analgésico cirúrgico, esta droga foi exportada para os EUA, recebendo o nome comercial de “Dolofina” em 1947. Renomeada como metadona, a droga logo se tornou largamente usada como tratamento para a dependência de heroína. Miseravelmente, provou ser ainda mais viciante do que a heroína.

No final dos anos 90, estimou-se que a taxa de mortalidade dos dependentes de heroína era 20 vezes maior do que a do resto da população.

QUAL É A APARÊNCIA DA HEROÍNA?

Créditos fotográficos: istock.com/Stephanie Horrocks

Créditos fotográficos: istock.com/Stephanie Horrocks

Na sua forma mais pura, a heroína é um pó branco fino. Porém, é mais frequentemente de cor rosa, cinza, marrom ou preta. A coloração vem dos aditivos usados para diluí-la e que podem incluir açúcar, cafeína ou outras substâncias. A heroína às vezes é misturada com estricnina1, ou outros venenos. Os vários aditivos não se dissolvem totalmente e quando são injetados no corpo, podem obstruir os vasos sanguíneos que levam aos pulmões, rins e cérebro. Isto por si só pode levar à infecção ou destruição de órgãos vitais.

O usuário que compra heroína na rua nunca sabe a potência real da droga naquele pacote em particular. Assim, os usuários estão o tempo todo em risco de overdose.

A heroína pode ser injetada, fumada ou cheirada. Da primeira vez que é usada, a droga gera uma sensação de “barato”. Uma pessoa pode sentir-se extrovertida, capaz de se comunicar facilmente com os outros e sentir uma sensação de alto desempenho sexual — mas não por muito tempo.

A heroína é extremamente viciante e a abstinência extremamente dolorosa. A droga rapidamente derruba o sistema imunológico, deixando a pessoa magra, doente e no final, morta.

  1. 1. estricnina: um estimulante usado para veneno de rato que induz convulsões violentas e é mortal.

 


NOMES POPULARES

 

HEROÍNA Bomba Cavalo H Smack Anita Garibaldi Junk Pó do inferno Cacau

ESTATÍSTICAS INTERNACIONAIS

  • Estima-se que 13,5 milhões de pessoas em todo o mundo usam opioides (ópio e substâncias semelhantes), incluindo 9,2 milhões que usam heroína.
  • Em 2007, 93% do abastecimento mundial de ópio veio do Afeganistão. (O ópio é a matéria-prima da heroína.) O valor total das exportações foi de cerca de US$ 4 bilhões, dos quais quase três quartos foram para traficantes. Cerca de um quarto foi para os agricultores afegãos de ópio.
  • A Pesquisa Nacional sobre Uso de Drogas e Saúde nos EUA mostrou que existiam 153.000 usuários nos EUA em 2007. Outras estimativas apresentaram resultados tão elevados quanto 900.000.
  • De cada cinco mortes relacionadas a drogas na Europa, quatro estiveram envolvidas com os opioides, sobretudo a heroína, de acordo com o relatório de 2008 do Observatório Europeu de Drogas e de Dependência Química.
  • Os opioides, principalmente a heroína, contam com 18% dos internamentos para desintoxicação de drogas e álcool nos Estados Unidos.

Desde que comecei a usar, nunca mais parei. Em uma semana fui de cheirar até injetar heroína. Em um mês fiquei dependente e fui gastando todo o meu dinheiro. Vendi tudo o que tinha de valor e por fim tudo que a minha mãe tinha. Em um ano tinha perdido tudo.

“Vendi meu carro, perdi o emprego, fui expulsa da casa da minha mãe, devia US$ 25.000 no cartão de crédito e estava morando na rua em Camden, Nova Jersey. Eu mentia, roubava, trapaceava.

“Fui estuprada, espancada, assaltada, roubada, presa, fiquei sem-teto, doente e desesperada. Sabia que ninguém podia ter um tipo de vida destes por muito tempo e sabia que minha morte estava chegando. Com tudo isso, morrer me parecia melhor do que viver como drogada.”  — Alison

OS EFEITOS DESTRUTIVOS DA HEROÍNA

“As drogas são sinônimo de morte. Se você não faz nada para largar, acaba morrendo. Ser dependente químico é estar aprisionado. De início, você pensa que as drogas são amigas (parecem ajudar você a escapar das coisas ou sentimentos que o incomodam). Mas logo se vê acordando de manhã só pensando em drogas.

“Gasta o seu dia inteiro procurando ou usando drogas. Você fica baratinado todas as tardes. À noite, usa heroína para poder dormir. E você vive só para isso. Está numa prisão. Bate com a cabeça na parede sem parar, mas isso não te leva a lugar nenhum. Por fim, a sua prisão vira a sua tumba.” — Sabrina

DANOS IMEDIATOS: Os efeitos iniciais da heroína incluem um aumento das sensações — uma euforia. Isso é acompanhado frequentemente de uma sensação de calor na pele e boca seca. Algumas vezes, a reação inicial inclui vômitos ou coceiras muito fortes.

Depois que esses efeitos iniciais passam, o consumidor fica sonolento durante várias horas. As funções básicas do corpo, como respiração e batimento cardíaco, ficam lentas.

Algumas horas depois da redução dos efeitos da droga, o corpo do usuário dependente começa a “implorar” por mais. Se não consegue outra dose, começa a sentir a abstinência. A abstinência inclui efeitos físicos e mentais extremos, até o corpo receber a próxima dose de heroína. Os sintomas da abstinência incluem insônias e dores nos ossos, diarreia, vômitos e desconforto muito intenso.

O barato intenso que o usuário procura dura apenas alguns minutos. Com o uso contínuo, precisa de quantidades cada vez maiores da droga só para poder se sentir “normal”.

EFEITOS A CURTO PRAZO:

  • Euforia
  • Respiração lenta
  • Funções mentais reduzidas
  • Náuseas e vômitos
  • Sedação, sonolência
  • Hipotermia (temperatura do corpo abaixo da normal)
  • Coma ou morte (por overdose)

EFEITOS DA HEROÍNA A LONGO PRAZO

A abstinência de heroína é uma experiência assustadora que começa a torturar o corpo poucas horas depois da última dose. Crédito fotográfico: istock.com/Peeter Viisimaa
A abstinência de heroína é uma experiência assustadora que começa a torturar o corpo poucas horas depois da última dose. Crédito fotográfico: istock.com/Peeter Viisimaa

Os efeitos no corpo devido ao uso contínuo desta droga são muito destrutivos. Injeções frequentes podem destruir as veias e levar à infecção dos vasos sanguíneos e válvulas do coração. A má condição generalizada do corpo pode resultar em tuberculose1. A artrite é outro resultado a longo prazo da dependência de heroína.

O tipo de vida do dependente de heroína — que frequentemente compartilha suas agulhas — aumenta o risco de contrair AIDS e outras infecções contagiosas. Estima-se que mais de 70% dos 35.000 novos casos de hepatite C2 (doença do fígado) anuais nos Estados Unidos são de dependentes químicos que injetam drogas.

Lesões purulentas devido ao uso de agulhas marcam o corpo de um dependente químico de 16 anos. Crédito fotográfico: Departamento do Tesouro dos EUA, Bureau de Narcóticos/usuário de heroína

Lesões purulentas devido ao uso de agulhas marcam o corpo de um dependente químico de 16 anos. Crédito fotográfico: Departamento do Tesouro dos EUA, Bureau de Narcóticos/usuário de heroína

OS EFEITOS A LONGO PRAZO INCLUEM:

  • Dentes estragados
  • Inflamação das gengivas
  • Prisão de ventre
  • Suores frios
  • Coceiras
  • Enfraquecimento do sistema imunológico
  • Coma
  • Doenças respiratórias
  • Fraqueza muscular, paralisia parcial
  • Capacidade sexual reduzida e impotência a longo prazo nos homens
  • Distúrbios menstruais nas mulheres
  • Incapacidade de atingir o orgasmo (homens e mulheres)
  • Perda da memória e do desempenho intelectual
  • Introversão
  • Depressão
  • Bolsas de pus no rosto
  • Perda de apetite
  • Insônia

“As pessoas acreditam que a heroína é o máximo, mas você perde tudo: trabalho, pais, amigos, confiança, a sua casa. Mentir e roubar tornam-se um hábito. Você não respeita mais nada nem ninguém.” — Pete

  1. 1. tuberculose: doença infecciosa que afeta os pulmões e outros órgãos.

“VOU USAR SÓ UMA VEZ.”

Alerta: mesmo uma dose única de heroína pode levar uma pessoa ao caminho da dependência.

Muitas pessoas que experimentam heroína pensam: “Vou experimentar uma vez ou duas. Posso parar quando eu quiser.” Mas quem vai por esse caminho descobre que é quase impossível voltar atrás. Considere as palavras do Sam, um dependente químico de 15 anos: “Quando se injetar pela primeira vez, é bem provável que vomite e que sinta repulsa, mas logo vai experimentar outra vez. Isso vai agarrar você como uma amante obcecada. A euforia da dose e o jeito que você fica querendo mais, como se ficasse privado do ar, é o que faz você ficar preso na armadilha.”

O risco de ficar dependente não é a pior consequência de experimentar heroína. Jim tinha 21 anos e costumava passar suas noites bebendo cerveja com os amigos. Ele já tinha experimentado heroína, então quando os amigos ofereceram uma linha para “cheirar”, ele aceitou. Quinze minutos depois de cheirar, perdeu os sentidos e entrou num coma profundo que durou mais de dois meses. Hoje está preso a cadeira de rodas, incapaz de escrever, praticamente incapaz de ler. Quaisquer sonhos ou aspirações que tinha se foram.

É horrivelmente irônico que Davide Sorrenti (acima) — fotógrafo de moda que era sinônimo de “heroína chique” — morreu aos 20 anos de overdose de heroína. Crédito fotográfico: Cortesia de Francesca Sorrenti

É horrivelmente irônico que Davide Sorrenti (acima) — fotógrafo de moda que era sinônimo de “heroína chique” — morreu aos 20 anos de overdose de heroína.Crédito fotográfico: Cortesia de Francesca Sorrenti

O “ESTILO” HEROÍNA

Tempos atrás a heroína assustava as pessoas. Mais recentemente, algumas pessoas tentaram fazer a heroína virar “fashion”.

Na década passada, o “ar de dependente de heroína” — expressão pálida, aparência esquálida, olheiras, rosto esquelético, magreza excessiva, cabelo oleoso — foi promovido em revistas populares e no meio da moda como sendo “chique”.

Tal como as estrelas de rock contribuíram para tornar o LSD popular nos anos 60, alguns designers de moda, fotógrafos e publicitários atuais influenciaram uma geração inteira de jovens, ao retratarem o uso de heroína em revistas e vídeo-clips como “fashion” e até mesmo como algo desejável.

UMA LADEIRA MUITO ESCORREGADIA

Algumas crianças ainda muito novas já fumam cigarros e bebem álcool. Ao terminarem o colegial, cerca de 40% de todos os jovens terão experimentado maconha. Mais tarde alguns partem para substâncias que causam mais dependência.

Nós não podemos assumir que todas as crianças que fumam maconha hoje serão dependentes de heroína amanhã. Mas o perigo existe. E estudos de longo prazo com estudantes do ensino fundamental mostram que pouquíssimos jovens usam outras drogas sem terem usado maconha antes. Uma vez que a pessoa não consegue mais sentir a mesma “euforia” inicial, começa a aumentar o uso da droga ou procurar algo mais forte.

VAMOS ENCARAR A REALIDADE

As crianças estão tendo cada vez mais contato com drogas ilegais.

Em 2007, a Pesquisa Nacional sobre o Uso de Drogas e Saúde descobriu que mais de 9,5% dos jovens com idade entre 12 e 17 anos eram usuários de drogas ilícitas nos EUA. Em 2008, o Centro Nacional de Dependência e Uso de Substâncias da Universidade de Columbia reportou que o uso diário de maconha entre colegiais tinha duplicado, e que o uso de cocaína e heroína também estava aumentando.

De acordo com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, em 2008, cerca de 16 milhões de pessoas no mundo inteiro utilizavam opioides — ópio, morfina, heroína e opioides sintéticos.

A NOVA CARA DA HEROÍNA

A imagem de um jovem dependente de heroína caído num beco escuro e imundo é obsoleta. Hoje, o dependente químico jovem pode ter 12 anos, jogar vídeo-games e curtir a música da sua geração. Pode aparentar inteligência, ser estiloso e não exibir nenhum dos traços comuns de uso de heroína, como marcas de agulha nos braços.

Por estar disponível em várias formas mais acessíveis e mais fáceis de consumir, a heroína de hoje em dia é mais tentadora do que nunca. Entre 1995 e 2002, o número de adolescentes na América entre os 12 e 17 anos que tinha usado heroína alguma vez em suas vidas aumentou 300%.

Um jovem que pense duas vezes em enfiar uma agulha no braço pode facilmente usar a mesma droga fumando ou cheirando. Mas isto é falsamente tranquilizador e pode dar à pessoa a ideia de que o risco é menor. A verdade é que a heroína em todas as suas formas é perigosa e viciante.

HEROÍNA QUEIJO

Uma droga altamente viciante conhecida como “heroína queijo” é uma mistura de heroína mexicana (chamada de “piche preto” por causa da sua cor) e medicamentos vendidos sem receita como o Tylenol.

A droga custa apenas uns dois dólares a dose e crianças de 9 anos de idade, dependentes do “queijo”, têm dado entrada em prontos-socorros por abstinência de heroína.

A combinação das duas drogas pode resultar em mudanças nas funções vitais do corpo, como respiração e batimento cardíaco lentos e levar à morte. Desde 2004, a “heroína queijo” foi responsável por pelo menos quarenta mortes na região do Norte do Texas, segundo autoridades locais.

O QUE OS TRAFICANTES DIRÃO

Quando se pesquisou a razão pela qual os adolescentes começavam a usar drogas em primeiro lugar, 55% responderam que foi devido à pressão dos amigos. Eles queriam ser legais e populares. Os traficantes sabem disso.

Eles se aproximarão de você como um amigo e se oferecerão para “ajudá-lo” com “algo que vai fazer você ficar feliz”. A droga “vai ajudar você a se entrosar” ou “vai fazer você ser bacana”.

Os traficantes de drogas, motivados pelos lucros, dizem qualquer coisa para conseguir que você compre as drogas que eles vendem. Eles lhe dirão que a “heroína é um cobertor quente” ou que a heroína vai ser a sua maior “viagem”.

Eles não se importam se as drogas arruínam a sua vida desde que sejam pagos. Eles só querem saber do dinheiro. Traficantes reabilitados admitiram que eles viam seus compradores como peças de um jogo de xadrez.

Obtenha os fatos sobre as drogas. Tome as suas próprias decisões.

 

 

O QUE É O ECSTASY?

0430 SCOTLAND Drugs…INTERNET OUT Undated Police handout photo of a handful of different types of Ecstacy. Two thousand drug dealers have been arrested during the first four months of a campaign by Scottish police forces, it was announced today August 13 2001. Police have also seized more than 14 million worth of drugs, including heroin, cocaine and Ecstasy, as part of the Know the Score campaign, which ends on August 31. Heroin accounted for almost 9 million of the total amount of drugs
recovered, while officers also seized 1 million worth of cocaine. Drug squad officers also found 142,000 Ecstasy tablets and 40 kilogrammes of amphetamines. See PA 0430 story SCOTLAND Drugs. PA Handout photo.

O ecstasy foi originalmente desenvolvido pela companhia farmacêutica Merck em 1912. Na sua forma original, era conhecido como “MDMA”. O MDMA foi usado em 1953 pelo Exército dos Estados Unidos em testes psicológicos de guerra, e então ressurgiu nos anos 60 como medicamento de psicoterapia para “reduzir inibições1”. Mas foi só nos anos 70 que o MDMA começou a ser usado como droga de festa.

No início dos anos 80, o MDMA era promovido como “o que há de melhor na busca contínua pela felicidade por meio da química”, e a “droga da moda” em muitas festas de fim de semana. Ainda lícito em 1984, o MDMA era vendido sob a marca “ecstasy”, mas em 1985 foi banido devido a preocupações com a segurança.

Desde o final dos anos 80, o ecstasy tornou-se um termo de “marketing” genérico para os traficantes, que vendiam drogas “tipo ecstasy” que podem, de fato, conter muito pouco ou nenhum MDMA. E embora o próprio MDMA possa produzir efeitos adversos perigosos, aquilo que hoje em dia é chamado de ecstasy pode conter uma ampla mistura de substâncias — desde LSD, cocaína, heroína, anfetaminas e metanfetaminas até veneno de rato, cafeína, vermífugos para cães, etc. Apesar das marquinhas bonitinhas que os traficantes colocam nos comprimidos, isto é o que faz o ecstasy particularmente perigoso, um usuário nunca sabe realmente o que está tomando. Os perigos aumentam quando os usuários aumentam a dose em busca do barato anterior, sem saber que podem estar consumindo uma combinação de drogas totalmente diferente.

O ecstasy é mais comum em comprimidos, mas também pode ser injetado e usado de outras formas. O ecstasy líquido é na verdade GHB, um depressivo do sistema nervoso — uma substância encontrada nos materiais de limpeza de esgotos, removedores e desengordurantes.

  1. 1. inibições: ideias ou regras que tendem a impedir uma pessoa de fazer alguma coisa.

 


NOMES POPULARES

 

ECSTASY Alien verde Golfinho azul Cupido azul Charada azul Balinha Charada verde E Elefante rosa F1 Hug Dollar Orbital roxo Pílula do amor Calvin Klein azul Doce Sorriso Bola de Neve Shazan MDMA.

CONSEQUÊNCIAS DO USO DE ECSTASY

O ecstasy abafa os sinais naturais de alerta dados pelo corpo. Como resultado, depois de tomar a droga, um indivíduo está arriscado a ultrapassar os seus limites físicos e sua capacidade de resistência. Por exemplo, uma pessoa sob efeito de ecstasy pode não perceber que ultrapassou a temperatura normal do corpo e pode desmaiar ou mesmo morrer de ataque cardíaco.

Um estudo feito pelo Centro de Pesquisa para Trabalho Social da Universidade do Texas descobriu que os efeitos a longo prazo do ecstasy relatados com mais frequência incluíam depressão e uma menor capacidade de concentração. Os pesquisadores descobriram também que o uso repetido de ecstasy está associado com perturbações de sono, humor e ansiedade, tremores ou espasmos e problemas de memória.

“Com muita sorte, estou viva, mas ficaram marcados na minha memória os dias, meses e anos após o trauma. Tenho de lidar com o que me aconteceu para o resto da minha vida… Usava de tudo. Algumas das coisas que me afetaram depois de tomar ecstasy foram depressão, ansiedade, stress, pesadelos [recorrentes] e dores de cabeça graves. Eu quase morri. Bastou uma noite, alguns comprimidos [de ecstasy] e beber álcool. Esta droga é muito fatal, e estou muito agradecida por estar viva. Não consigo descrever como é difícil lidar com estes pesadelos o tempo todo. Acordo com suores só agradecendo a Deus, agradecida por ser só um pesadelo. Rezo para que os pesadelos desapareçam com o tempo… Nenhuma droga vale uma ‘viagem’ ou um ‘barato’.”  — Megan

O QUE É O CRACK?

(Crédito Fotográfico: DEA/drugs)
(Crédito Fotográfico: DEA/drugs)

O crack é a cocaína na forma de cristal. A cocaína geralmente é obtida na forma de pó1. O crack é obtido em blocos sólidos ou cristais de cores diferentes como: amarelo, rosa-claro ou branco.

O crack é aquecido e fumado. Chama-se assim por causa do som de um pequeno estouro ou estalido quando é aquecido.

O crack, a forma mais potente da cocaína, é também o mais arriscado. É entre 75% e 100% puro, muito mais forte e mais potente que a cocaína comum.

Fumar crack permite que a droga atinja o cérebro muito rapidamente e assim dá um “barato” intenso e imediato — porém de curta duração — que dura cerca de 15 minutos. Como a dependência pode ser causada ainda mais rapidamente se a substância é fumada em vez de ser inalada (usada através do nariz), um usuário pode ficar dependente logo na primeira vez que experimenta o crack.

Por causa do custo elevado da cocaína, há muito tempo ela tem sido considerada uma “droga de ricos”. O crack, por outro lado, é vendido por preços tão baixos que, de início, até os adolescentes podem comprá-la. A verdade é que, uma vez que a pessoa fica dependente, o custo dispara em proporção direta ao aumento crescente da quantia necessária para sustentar o vício.

“Vivi com um dependente de crack por quase um ano. Amava aquele namorado com todo o meu coração, mas já não podia aguentar mais aquilo.

“Às 6 da manhã policiais invadiram a nossa casa e me revistaram; meu ex roubava sem parar e não conseguia ficar longe do cachimbo.

“Acho que o crack é mais demoníaco do que a heroína — um cachimbo pode transformá-lo num monstro imoral.” — Audrey


NOMES POPULARES

 

CRACK Pino Rocha Pedra Merla Pitada Fumo Pedrinha Queimar pedra Droga egoísta Cachimbo Rocha miranda Sopa de pedra Mesclado Droga do diabo Dadinho Basuco Quentinha Pedrada Base livre Gravel (EUA) Grit (EUA) Granizo Brita Kripta Migalhas Rocha Casca Kriptonita Tijolo Pasta Peça Pasta base Produto Latinha Rock Rock star (EUA) Rox/Roxanne (EUA) Pipada Sleet (EUA) Snow coke (EUA) Sugar block (EUA) Topo (Espanhol) Tornado (EUA) Troop (EUA)

ESTATÍSTICAS INTERNACIONAIS

Em 2007, nos tribunais federais dos EUA, 5.477 indivíduos foram considerados culpados por crimes relacionados ao crack. Mais de 95% destes delinquentes tinham se envolvido com o tráfico de crack.

A situação na Europa é diferente. O Centro de Monitoramento de Drogas e Dependência Química relata que o uso de crack é mais restrito às comunidades minoritárias de cidades grandes com altos níveis de desemprego e condições de vida precárias. Em 2006, 20 países europeus relataram que os usuários de crack representavam apenas 2% de todos usuários de drogas que entram em tratamento para a dependência química, e a maior parte deles são do Reino Unido.

Crack e Crime

CRACK E CRIME

11,6% das pessoas que foram presas usaram crack na semana anterior. Honolulu, Havaí
11,6% das pessoas que foram presas usaram crack na semana anterior.
Honolulu, Havaí
49,8% das pessoas que foram presas usaram crack no passado. Atlanta, Geórgia
49,8% das pessoas que foram presas usaram crack no passado.
Atlanta, Geórgia

No Brasil, uma pesquisa encomendada pelo Ministério da Justiça à Fiocruz, instituição ligada ao Ministério da Saúde em setembro de 2013, revelou que cerca de 370 mil brasileiros de todas as idades usaram regularmente crack e similares (pasta base, merla e óxi) nas principais capitais do país. Entre os pesquisados na idade de 18 a 25 anos, 6,9% disseram ter usado cocaína (incluindo o crack) durante o ano anterior. A Pesquisa de Vigilância do Futuro do Governo dos EUA, em 2007, constatou que 3,2% dos estudantes do ensino médio usaram o crack em algum momento de suas vidas.

 

Nos Estados Unidos, 178.475 pessoas deram entrada em clínicas de reabilitação devido, principalmente, ao uso de crack em 2006. Isto representou 71% de todas as entradas em clínicas de reabilitação devido ao uso de cocaína naquele ano.

 

“O crack é uma droga totalmente egoísta. Controla a sua vida. O crack toma conta de você rapidamente. Não demora nada. As fissuras que produz são enormes. E você acaba usando mais porque o barato dura pouco.” Peter

OS EFEITOS DO CRACK

Quais são os efeitos do crack a curto prazo?

O crack causa um barato intenso de curta duração que é imediatamente seguido pelo oposto — uma depressão, paranoia e uma fissura por mais droga. As pessoas que a usam não comem nem dormem adequadamente. Elas podem experimentar taquicardia, espasmos musculares e convulsões. A droga pode fazer as pessoas sentirem-se paranoicas1, zangadas, hostis e ansiosas — mesmo quando não estão sob o efeito do barato.

Independentemente da quantidade ou da frequência que a droga é usada, o crack aumenta a probabilidade de o usuário vir a experimentar um ataque cardíaco, derrame cerebral, ataque epiléptico ou insuficiência respiratória, qualquer uma destas coisas pode resultar em morte súbita.

Fumar crack apresenta uma série de riscos à saúde. O crack é muitas vezes misturado com outras substâncias que criam gases quando é queimado. Como a fumaça do crack não permanece forte por muito tempo, os canudos de crack são geralmente muito pequenos. Isto frequentemente causa rachaduras e bolhas nos lábios, causadas porque os usuários pressionam os lábios num canudo muito quente.

“A única coisa que tinha na cabeça era o crack. E se alguém me oferecesse um pouco, eu pulava em cima e pegava. É como oferecer um pedaço de pão a um homem esfomeado depois de ele ter caminhado por quilômetros…

“As coisas pioraram para mim quando comecei a fumar constantemente por algumas semanas. Um dia, decidi que já tinha usado demais — não podia mais continuar a viver assim. E tentei me suicidar.

“Vou ter que tentar e lutar… Espero que os meus instintos de sobrevivência comecem a ter um efeito sobre mim.” — John

Quais são os efeitos do crack a longo prazo?

Além dos riscos comuns associados ao uso da cocaína, os usuários de crack podem sofrer de problemas respiratórios severos, incluindo tosse, dificuldades na respiração, danos e sangramento pulmonares.

Os efeitos do uso do crack a longo prazo incluem danos graves ao coração, fígado e rins. Os usuários ficam mais propensos a ter doenças infecciosas.

O uso diário contínuo causa insônia e perda de apetite, o que faz a pessoa ficar malnutrida. Fumar crack também pode causar um comportamento agressivo e paranoico.

Como o crack interfere com a forma como o cérebro processa os elementos químicos no corpo, uma pessoa precisa de mais e mais da droga para se sentir apenas “normal”. Os dependentes de crack (como ocorre com dependentes de outras drogas) perdem o interesse em outras áreas da vida.

(Crédito fotográfico: cortesia de infoImagination.org)

(Crédito fotográfico: cortesia de infoImagination.org)

 

Quando o efeito da droga passa, isso causa depressão grave, que fica cada vez mais profunda depois de cada uso. Isto pode ficar tão sério que uma pessoa fará quase qualquer coisa para conseguir a droga, até cometer assassinato. Caso ela não consiga a droga, a depressão pode tornar-se tão intensa que pode levá-la a cometer o suicídio.

“Aposentei-me como executivo de uma corporação de sucesso, tinha conseguido formar duas filhas na faculdade. Minha festa de despedida foi, contudo, o início de cinco anos de inferno. Foi quando me ofereceram o crack pela primeira vez. Nos cinco anos seguintes, perdi minha casa, minha esposa, todos os recursos financeiros, minha saúde e quase minha vida. Também passei dois anos na prisão.”— William


EFEITOS FÍSICOS & MENTAIS

EFEITOS A CURTO PRAZO

Os efeitos do crack, por ser fumado, são mais imediatos e mais intensos do que a cocaína em pó.

  • Perda de apetite
  • Aumento do batimento cardíaco, pressão sanguínea, temperatura corporal
  • Vasos sanguíneos periféricos contraídos
  • Respiração acelerada
  • Pupilas dilatadas
  • Distúrbios do sono
  • Náusea
  • Hiperestimulação
  • Comportamento bizarro, errático, algumas vezes violento
  • Alucinações, hiperexcitabilidade, irritabilidade
  • Alucinações táteis que criam a ilusão de insetos rastejando por baixo da pele
  • Euforia intensa
  • Ansiedade e paranoia
  • Depressão
  • Fissura pela droga
  • Pânico e psicose
  • Doses excessivas (mesmo que seja uma vez) podem conduzir a convulsões, ataques epilépticos e morte súbita

EFEITOS A LONGO PRAZO

  • Danos irreversíveis nos vasos sanguíneos dos ouvidos e do cérebro, pressão sanguínea elevada que conduz a ataques cardíacos, derrames cerebrais e morte
  • Danos no fígado, rins e pulmões
  • Dores severas no peito
  • Insuficiência respiratória
  • Doenças infecciosas e abscessos se for injetado
  • Má nutrição, perda de peso
  • Cáries profundas
  • Alucinações auditivas e táteis
  • Disfunções sexuais, danos ao sistema reprodutivo e infertilidade (tanto para o homem como para a mulher)
  • Desorientação, apatia, confusão e exaustão
  • Irritabilidade e transtornos do humor
  • Aumento do comportamento de risco
  • Delírio ou psicose
  • Depressão profunda
  • Tolerância e dependência (mesmo depois de ter sido usado só uma vez)
  1. 1. paranoico: pessoa que suspeita, tem desconfiança ou medo de outras pessoas.
  2. CRIANÇAS: AS VÍTIMAS MAIS INOCENTES DO CRACK

    As vítimas mais inocentes do crack são os bebês nascidos de mães que usaram a droga durante a gravidez. A March of Dimes, uma organização sem fins lucrativos destinada a gravidez e saúde do bebê, relata que o uso da cocaína tanto em forma de pó ou crack durante a gravidez pode afetar a mulher e seu feto de muitas maneiras. O risco de aborto pode aumentar nos primeiros meses de gravidez. Isso também pode causar derrames e danos cerebrais permanentes ou ataque cardíaco no feto.

    O Instituto Nacional de Abuso de Drogas dos EUA relata que a exposição ao crack durante a gravidez pode causar problemas significativos futuros em algumas crianças.

    “Comecei a fumar crack e foi aí que tudo começou a dar errado. Saí com algumas pessoas que naquela época eu considerava que eram amigos muito chegados. Sabe, é verdade o que dizem sobre o crack: o barato que você sente na primeira vez, você nunca mais vai sentir… Isso acabou comigo. Tomou controle de mim totalmente.

    “O crack arruinou a minha reputação, o meu valor pessoal e o meu respeito próprio.”— Diane

     

    O QUE É LSD?

    O LSD é uma das substâncias químicas mais potentes que altera o humor. É obtido a partir do ácido lisérgico, que se encontra num fungo que se desenvolve no centeio e em outros grãos.

    É produzido na forma de cristal em laboratórios ilegais, principalmente nos Estados Unidos. Estes cristais são convertidos em líquido para a comercialização. É inodoro, incolor e tem um leve gosto amargo.

    Conhecido como “ácido” e por muitos outros nomes, o LSD é vendido nas ruas em tabletes pequenos (“micropontos”), cápsulas ou quadrados de gelatina (“vidraça”). Algumas vezes é adicionado a papel absorvente que depois é dividido em pequenos quadrados decorados com desenhos ou personagens de desenhos animados (“Loony Toons”). Ocasionalmente é vendido em forma líquida. Mas seja qual for a forma, o LSD leva o usuário ao mesmo lugar: uma séria desconexão da realidade.

    Os usuários de LSD chamam uma experiência com LSD de “viagem”, que tipicamente dura 12 horas ou algo assim. Quando algo dá errado, o que geralmente ocorre, isso é chamado de “má viagem”, outro nome para descrever o próprio inferno.

    O QUE É UM ALUCINÓGENO?

    Os alucinógenos são drogas que causam alucinações. Os usuários veem imagens, ouvem sons e sentem sensações que parecem muito reais, mas que não existem. Alguns alucinógenos também produzem mudanças repentinas e imprevisíveis no humor de quem os usa.

    Crédito fotográfico: DEA

    Crédito fotográfico: DEA

    Com 16 anos me ofereceram uma droga que usei por mais de três anos — o LSD. Eu não sabia que o LSD é o alucinógeno mais potente que se tem conhecimento.

    “A droga vinha em pedacinhos de papel chamados de pontos, que não eram maiores do que o meu dedo indicador. Quinze minutos depois de pôr o papel na língua, meu corpo todo ficou quente e eu comecei a suar.

    “Algumas outras reações que experimentei sob o efeito da droga foram: pupilas dilatadas, náuseas e ‘pele de galinha’. Quando estava sob efeito do LSD, senti que havia uma enorme distorção da minha mente e do meu corpo. As mudanças visuais, assim como as extremas mudanças de humor, eram parecidas com uma viagem assustadora e estranha, como se eu não tivesse controle sobre a minha mente e o meu corpo.” — Edith

     


    NOMES POPULARES

     

    LSD Ácido Passaporte Barril Bike Pontos Trips Filete Bonequinha Papel Microponto Vidraça Fiote Doce Quadrado Hofmann Cinquentenário Macrobiótico e muitos outros

    QUAIS SÃO OS RISCOS DO LSD?

    Os efeitos do LSD são imprevisíveis. Eles dependem da quantidade usada, do humor e da personalidade da pessoa e do ambiente no qual a droga é usada. É um jogo de dados — uma corrida intensamente distorcida ou uma paranoia1 extrema.

    Normalmente, os primeiros efeitos do LSD são sentidos de 30 a 90 minutos depois de usar a droga. Muitas vezes, as pupilas ficam dilatadas. A temperatura do corpo pode ficar mais alta ou mais baixa e a pressão sanguínea e batimento cardíaco podem aumentar ou diminuir. Suores ou arrepios não são incomuns.

    Os usuários de LSD experimentam frequentemente perda de apetite, insônias, boca seca e tremedeiras. Mudanças visuais estão entre os efeitos mais comuns, o usuário pode ficar fixo na intensidade de certas cores.

    Também pode sentir mudanças extremas de humor como um “êxtase” enorme ou um terror intenso. O pior é que o usuário de LSD é incapaz de diferenciar quais sensações são criadas pela droga e quais são as que fazem parte da realidade.

    Alguns usuários de LSD experimentam um êxtase intenso que pensam ser uma “iluminação”.

    Eles não só se desligam de suas atividades habituais na vida, mas também sentem o impulso para continuarem a usar mais dessa droga para ter a mesma sensação de quando usaram anteriormente. Outros tiveram pensamentos e sensações aterrorizantes, severas, medo de perder o controle, medo da morte, insanidade e desespero enquanto usavam o LSD. Uma vez que começa, frequentemente não se consegue parar uma “má viagem”, a qual pode ter a duração de até 12 horas. De fato, algumas pessoas nunca se recuperam de uma psicose induzida por ácido.

    Tomado numa dose suficientemente grande, o LSD produz delusões e alucinações visuais. O sentido que o usuário tem de tempo e de si mesmo muda. Os tamanhos e formas dos objetos ficam distorcidos, assim como os movimentos, cores e sons. Até o sentido do tato e das sensações normais corporais se tornam estranhas e bizarras. As sensações parecem “entrecruzar-se”, dando ao usuário uma sensação de ouvir cores e ver sons. Estas mudanças podem ser assustadoras e causar pânico.

    A capacidade de raciocínio sensato e perceber perigos comuns fica prejudicada. Um usuário de LSD pode tentar sair por uma janela para “ver o chão de perto”. Ele pode considerar divertido admirar o pôr do sol estando inconsciente de que está em pé no meio de um cruzamento movimentado.

    Muitos usuários sentem “flashbacks” ou recorrências da viagem de LSD muitas vezes inesperados, muito tempo após terem usado LSD.

    As más viagens e os flashbacks são apenas parte dos riscos do uso de LSD. Os usuários de LSD podem manifestar psicoses relativamente longas ou depressão grave.

    Por causa da acumulação de LSD no corpo, os usuários desenvolvem uma tolerância à droga. Em outras palavras, alguns usuários que usam LSD constantemente têm de aumentar a dose para terem um “barato”. Isto aumenta os efeitos físicos e o risco de uma má viagem que pode causar psicose.

    “Aos 13 anos de idade bebi pela primeira vez e logo me ofereceram maconha. Depois o LSD chegou rapidamente às minhas mãos e fiquei dependente, era como um doce para mim.

    “Numa noite durante um dos meus abusos, apaguei e acordei depois com sangue por todo o rosto e vomitando. Por milagre me despertei e me limpei. Entrei no carro tremendo e dirigi até a casa dos meus pais. Arrastei-me para a cama com a minha mãe e chorei.

    “Com 21 anos, fiz a minha primeira reabilitação.” — Donna

    1. 1. paranoia: suspeita, desconfiança ou medo de outras pessoas.

    OS EFEITOS PREJUDICIAIS DO LSD

    Sob o efeito de LSD, que é muitas vezes usado em forma de tabletes, uma pessoa sente um estado alterado e intenso que se transforma em dissociação e desespero. Muitas vezes ela não consegue parar as “más viagens” que podem durar 12 horas.

    “Comecei a beber quando tinha 15 anos. Depois comecei a tomar ecstasy, estimulantes, usar cocaína e LSD.

    “Descobri que era difícil parar num emprego, fiquei deprimido e pensei que nunca iria superar a minha obsessão pelas drogas. Tentei me suicidar duas vezes com overdoses de comprimidos. Fui levado a psiquiatras que me deram ainda mais drogas, antidepressivos e tranquilizantes que pioraram as coisas.

    “Como escape para os meus sentimentos comecei a me ferir — cortando e queimando a mim mesmo.” — Justin

    Efeitos Físicos

    • Pupilas dilatadas
    • Temperatura corporal elevada ou reduzida
    • Suores ou arrepios (“pele de galinha”)
    • Perda de apetite
    • Insônia
    • Boca seca
    • Tremedeira

    Efeitos Mentais

    • Delusões
    • Alucinações visuais
    • Uma sensação artificial de euforia ou certeza
    • A pessoa perde a noção do tempo e da identidade
    • Redução da percepção de profundidade
    • Redução das percepções de tempo, tamanho e forma dos objetos, movimentos, cores, sons, tato e da imagem do corpo do próprio usuário
    • Pensamentos e sentimentos aterrorizantes graves
    • Medo de perder o controle
    • Ataques de pânico
    • Flashbacks, ou uma recorrência da viagem de LSD, muitas vezes repentina muito após se ter usado LSD
    • Depressão ou psicose grave

    “Depois de ter usado o ácido, imaginei que tínhamos batido de frente com uma carreta e tínhamos morrido. Pude ouvir o metal chiando, depois um silêncio profundo e diabólico. Neste ponto fiquei apavorada, achava que tínhamos morrido. Por um ano não fui a nenhum cemitério porque tinha medo de encontrar a minha própria sepultura.” — Jenny

    ESTATÍSTICAS INTERNACIONAIS

    O LSD é o produto alucinógeno (psicodélico) mais potente. O LSD é 100 vezes mais potente que cogumelos alucinógenos.
    O LSD é o produto alucinógeno (psicodélico) mais potente. O LSD é 100 vezes mais potente que cogumelos alucinógenos.

    Na Europa, 4,2% das pessoas com idades entre os 15 e 24 anos usaram LSD pelo menos uma vez. Quando se pesquisou a porcentagem de pessoas nesta faixa etária que tinha usado LSD no ano passado, esta excedia 1% em 7 países (Bulgária, República Tcheca, Estônia, Itália, Letônia, Hungria e Polônia).

    Nos Estados Unidos, desde 1975, os pesquisadores financiados pelo Instituto Nacional sobre Uso de Drogas fizeram uma pesquisa anual com cerca de 17.000 estudantes nos últimos anos do ensino médio em nível nacional, para determinar tendências sobre o uso de drogas e medir as atitudes dos estudantes e crenças sobre o uso de drogas. Entre 1975 e 1997, o menor período de uso do LSD foi relatado pela classe de 1986, quando 7,2% dos formandos do ensino médio informaram que usaram LSD pelo menos uma vez na vida.

    A porcentagem dos formandos que informaram ter usado LSD pelo menos uma vez no decurso do ano anterior quase duplicou de uma baixa porcentagem de 4,4% em 1985 para 8,4% em 1997. Em 1997, 13,6% dos formandos tinham experimentado LSD pelo menos uma vez nas suas vidas.

    Estima-se que no Brasil existam mais de 1,65 milhão de usuários de anfetaminas, ecstasy e LSD (sigla para dietilamina do ácido lisérgico), os principais representantes dessa classe de substâncias ilícitas.

    O LSD é 4.000 vezes mais forte do que a mescalina.
    O LSD é 4.000 vezes mais forte do que a mescalina.

    “Comecei a frequentar clubes de striptease, cassinos e acabei ficando muito promíscuo, frequentava bordéis e logo entrei em contato com as drogas.

    Tinha perdido toda a minha herança e me mudei para um ponto de crack, onde permaneci por um ano vendo pessoas morrerem, perdi o meu negócio e virei um ladrão.

    “Fui preso em novembro de 2003 por tentativa de sequestro e fui parar na prisão.

    “Tinha magoado e perdido todas as pessoas que me amavam e fui renegado por elas.

    “Acabei sem teto e nas ruas, vivia e dormia em caixas de papelão perto da estação [de trem], pedindo dinheiro e lutando para encontrar formas de conseguir a minha próxima refeição.” — Fred

    O QUE É O CRISTAL DE METANFETAMINA?

    Crédito fotográfico: istock.com/Lou Oats
    Crédito fotográfico: istock.com/Lou Oats

    Cristal é outro nome para metanfetamina em forma de cristal. É só outra forma de comercialização para a droga metanfetamina.

    A metanfetamina é uma droga branca cristalina que as pessoas cheiram, fumam ou injetam com seringas. Algumas pessoas ingerem, mas todas desenvolvem uma fissura para continuar a usá-las, pois a droga cria uma sensação falsa de felicidade e bem-estar, têm uma euforia repentina, sentem autoconfiança, hiperatividade e mais energia. As pessoas também sentem perda de apetite. Os efeitos desta droga geralmente duram cerca de 6 a 8 horas, mas podem durar até 24 horas.

    Pode ser que a primeira sensação seja a de prazer, mas desde o início a metanfetamina começa a destruir as vidas dos usuários.

    Usuária de Metanfetamina em 2002 ... e 2 anos e meio depois
    Usuária de Metanfetamina em 2002
    … e 2 anos e meio depois

    O QUE É A METANFETAMINA?

    A metanfetamina é uma droga ilícita da mesma categoria que a cocaína e outras drogas ilícitas potentes. Tem muitos apelidos —tina, meth, crank ou speed sendo os mais comuns. (Veja a lista dos nomes populares.)

    O cristal é usado pelos indivíduos de todas as idades, mas é mais usado como uma “droga de balada”, que se usa nas baladas e danceterias ou em “raves”. Os nomes populares mais conhecidos são ice ou glass.

    É uma substância química perigosa e potente e, como todas as drogas, é um veneno que age primeiro como um estimulante, mas que começa a destruir o corpo sistematicamente. Consequentemente, está associada com sérias condições de saúde, incluindo: perda de memória, agressão, comportamento psicótico, danos coronários e cerebrais potenciais.

    A metanfetamina causa dependência extrema e acaba com o corpo, a dependência é tão devastadora que só pode ser aliviada ao tomar mais da droga.

    O efeito da metanfetamina é altamente concentrado, e muitos usuários dizem ter ficado viciados desde a primeira vez que a usaram.

    “Experimentei uma vez e JÁ ERA! Estava viciado”, disse um dependente de metanfetamina que perdeu a família, amigos, sua profissão como músico e acabou sem teto.

    Consequentemente, é uma das dependências químicas mais difíceis de se tratar e muitos morrem por causa da droga.

    “Comecei a usar o cristal quando estava no colégio. Antes do meu primeiro semestre da faculdade terminar, o cristal se tornou um problema tão grande que desisti da faculdade. Parecia que eu tinha catapora porque ficava horas me olhando fixamente no espelho e me beliscando. Passava todo meu tempo usando cristal ou tentando consegui-lo.” — Anne Marie

    QUAL É O ASPECTO DA METANFETAMINA?

    (Crédito fotográfico: DEA/drugs)
    (Crédito fotográfico: DEA/drugs)

    A metanfetamina vem usualmente na forma de um pó branco cristalino que é inodoro, tem sabor amargo e se dissolve facilmente em água ou álcool.

    Foram observadas outras cores de pó, incluindo: marrom, amarelo-acinzentado, laranja e cor-de-rosa. Também pode ser condensado na forma de um comprimido.

    Como descrito acima pode ser cheirada, fumada ou injetada.

    O cristal vem na forma de cristais grossos transparentes que parecem gelo, e é mais comumente fumado.

     


    NOMES POPULARES

     

    METANFETAMINA Beannies Brown Chalk Crank Tina Manivela Cinnamon Crink Crypto Fast Getgo Methlies Quik Mexican crack Pervitin (Rep. Tcheca) Redneck cocaine Speed Tick tick Tweak Wash Yaba (Sudeste Asiático) Yellow powder CRISTAL Batu Blade Cristy Cristal Crystal glass Glass Hot ice Ice Quartz Shabu Shards Stove top Tina Ventana

    DO QUE A METANFETAMINA É FEITA?

    Um laboratório de cristal de metanfetamina

    Um laboratório de cristal de metanfetamina

    A metanfetamina é uma substância química sintética (artificial), ao contrário da cocaína, por exemplo, que vem de uma planta.

    A metanfetamina é comumente fabricada em laboratórios ilegais clandestinos usando várias formas de anfetaminas ou derivados, misturados com outras substâncias químicas para aumentar sua potência. Comprimidos comuns para resfriados são frequentemente usados como base para a produção da droga. O “cozinheiro” de metanfetamina extrai ingredientes desses comprimidos e, para aumentar a potência da droga, ele a combina com substâncias químicas tais como ácido de bateria, produto de limpeza de esgotos, querosene e anticongelante.

    Estes produtos químicos perigosos são potencialmente explosivos e como os cozinheiros de metanfetamina são em si usuários de drogas e estão baratinados, frequentemente se queimam gravemente, ficam desfigurados ou morrem quando seu “cozido” explode. Acidentes assim põem em risco outras pessoas em casas ou prédios vizinhos.

    Os laboratórios ilegais criam muito resíduo tóxico, por exemplo, a produção de cerca de meio quilo de metanfetamina produz 3 quilos de resíduos tóxicos. As pessoas que ficam expostas a estes resíduos podem sofrer de envenenamento e adoecerem.

    “O dinheiro da Previdência Social não era suficiente para pagar o nosso hábito de metanfetamina e sustentar nosso filho, por isso, transformamos a nossa casa alugada num laboratório de metanfetamina. Armazenamos as substâncias tóxicas na nossa geladeira sem saber que as toxinas iriam penetrar na comida no congelador.

    “Quando dei queijo para o meu filho de três anos comer, não sabia que lhe estava dando comida envenenada. Estava tão baratinada com metanfetamina que só 12 horas mais tarde foi que notei que meu filho estava fatalmente doente. Mas como estava tão baratinada, levei duas horas para descobrir como levá-lo ao hospital que ficava a 8 quilômetros de distância. Quando cheguei ao pronto-socorro, meu filho estava morto por causa de uma dose mortal de hidróxido de amônia, uma das substâncias químicas utilizadas na fabricação de metanfetamina.” — Melanie

    UMA EPIDEMIA MUNDIAL DE DEPENDÊNCIA QUÍMICA

    Os ingredientes tóxicos da metanfetamina levam a cáries profundas, o que se conhece como “boca de metanfetamina” nos EUA. Os dentes ficam pretos, manchados e se deterioram até o ponto de precisar serem extraídos. Os dentes e as gengivas são destruídos de dentro para fora e as raízes apodrecem.
    Os ingredientes tóxicos da metanfetamina levam a cáries profundas, o que se conhece como “boca de metanfetamina” nos EUA. Os dentes ficam pretos, manchados e se deterioram até o ponto de precisar serem extraídos. Os dentes e as gengivas são destruídos de dentro para fora e as raízes apodrecem.

    O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime estimou que a produção mundial de estimulantes de tipo anfetamina, os quais incluem a metanfetamina, chegou a 500 toneladas anuais, tendo mais de 24,7 milhões de usuários.

    O governo dos Estados Unidos registrou em 2008 que mais de 13 milhões de pessoas maiores de 12 anos tinham usado metanfetamina e que 529.000 dessas pessoas eram usuários regulares.

    Em 2007, 4,5% dos seniores universitários americanos e 4,1% dos estudantes do décimo ano de escolaridade relataram o uso de metanfetamina pelo menos uma vez na vida.

    Os efeitos colaterais da droga, como visão distorcida, convertem o usuário em um perigo na direção e transformam o caminhoneiro em um camicase ao volante — como os pilotos japoneses suicidas na Segunda Guerra Mundial.

    A metanfetamina é uma droga amplamente usada na República Tcheca. Ali é chamada de Pervitin e é produzida em pequenos laboratórios clandestinos e por poucos laboratórios grandes. O consumo é primariamente doméstico, mas o Pervitin também é exportado para outras partes da Europa e Canadá. Países como a República Tcheca, Suécia, Finlândia, Eslováquia e Letônia registraram que 20% a 60% das pessoas que buscavam tratamento para a dependência química sofriam de dependência de anfetaminas e metanfetaminas.

    No Sudeste Asiático, a forma mais comum de anfetamina é um pequeno comprimido chamado Yaba, na Tailândia, e Shabu, nas Filipinas.

    OS EFEITOS MORTAIS DA METANFETAMINA

    O olhar repugnante do cristal de metanfetamina exibido nos rostos cicatrizados e prematuramente envelhecidos dos usuários. (Crédito fotográfico: cortesia do Gabinete de Procuradoria Geral, Taswell County, Illinois)
    O olhar repugnante do cristal de metanfetamina exibido nos rostos cicatrizados e prematuramente envelhecidos dos usuários.
    (Crédito fotográfico: cortesia do Gabinete de Procuradoria Geral, Taswell County, Illinois)
    O impacto dos efeitos a curto e longo prazo no indivíduo

    Quando usados, a metanfetamina e o cristal criam uma sensação falsa de bem-estar e energia, assim, a pessoa tem a tendência de movimentar o corpo mais rápido e passar dos limites. Dessa forma, os usuários de drogas experimentam o “bode” que é o esgotamento físico e mental depois de os efeitos das drogas terem passado.

    Como o uso contínuo da droga gera falta de apetite, os usuários podem sofrer de perda de peso extrema. Os efeitos negativos também podem incluir: distúrbios do sono, hiperatividade, náusea, mania de grandeza, aumento de agressividade e irritabilidade.

    Outros efeitos podem incluir: insônia, confusão mental, alucinações, ansiedade e paranoia1. Em alguns casos, isso pode causar convulsões que podem levar à morte.

    Danos a longo prazo

    O uso de metanfetamina a longo prazo pode causar danos irreversíveis: Aumento do batimento cardíaco e da pressão sanguínea, danos nos vasos sanguíneos cerebrais que podem causar derrames ou batimentos cardíacos irregulares que podem causar, por sua vez, colapso cardiovascular2 ou morte.

    Os usuários podem sofrer danos cerebrais, incluindo perda de memória e incapacidade para entender pensamentos abstratos. Quem consegue se recuperar, geralmente fica sujeito a memória fraca e mudanças de humor extremas.

    DANOS CAUSADOS POR METANFETAMINA

    EFEITOS A CURTO PRAZO

    • Perda de apetite
    • Aumento do batimento cardíaco, da pressão sanguínea e da temperatura corporal
    • Dilatação das pupilas
    • Distúrbios do sono
    • Náusea
    • Comportamento bizarro, instável, às vezes violento
    • Alucinações, hiperexcitabilidade, irritabilidade
    • Pânico e psicose
    • Doses excessivas podem levar a convulsões e morte

    EFEITOS A LONGO PRAZO

    • Danos irreversíveis nos vasos sanguíneos do coração e do cérebro, pressão alta, levando a ataques cardíacos, derrames e morte
    • Danos no fígado, rins e pulmões
    • Causa destruição dos tecidos do nariz se for cheirada
    • Causa problemas respiratórios se for fumada
    • Causa doenças infecciosas e abcessos se for injetada
    • Má nutrição, perda de peso
    • Cáries profundas
    • Desorientação, apatia, confusão mental, exaustão
    • Forte dependência psicológica
    • Psicose
    • Depressão
    • Danos ao cérebro similares ao mal de Alzheimer3, ataques e epilepsia
    1. 1. paranoia: suspeita, desconfiança ou medo de outras pessoas.
    2. 2. cardiovascular: relacionado à atividade do coração e vasos sanguíneos.
    3. 3. mal de Alzheimer: uma doença que afeta algumas pessoas idosas que vem acompanhada de perda de memória.

    COMO A METANFETAMINA AFETA A VIDA DAS PESSOAS

    Quando as pessoas tomam metanfetamina, isso controla suas vidas em diversas formas. Há três categorias de uso.
    USO DE MENOR INTENSIDADE DE METANFETAMINA:
    Estes tipos de usuário engolem ou cheiram a metanfetamina. Eles querem a estimulação extra proporcionada pela metanfetamina para que possam ficar acordados o tempo suficiente para acabar uma tarefa ou um trabalho, ou querem o efeito supressor de apetite para perder peso. Estão a um passo de se tornarem usuários ávidos (que usam uma substância de forma descontrolada).
    USO ÁVIDO DE METANFETAMINA:
    Usuários ávidos fumam ou injetam metanfetaminas usando uma seringa. Injetar permite receber uma dose mais intensa da droga e experimentar um barato mais forte que faz a pessoa ficar psicologicamente dependente. Estes usuários estão a um passo de entrar num abuso de alta intensidade.
    USO DE ALTA INTENSIDADE DE METANFETAMINA:
    Os usuários de alta intensidade são os dependentes frequentemente chamados de “loucos por speed”. Toda a sua existência concentra-se em prevenir o “bode”, aquela desilusão dolorosa depois da euforia da droga. Para alcançar a “euforia” desejada da droga, eles têm de usar cada vez mais. Mas, como com as outras drogas, cada barato sucessivo de metanfetamina é menor que o anterior, levando os dependentes a uma dependência sombria e mortal.

    AS FASES DA “EXPERIÊNCIA” DE METANFETAMINA

    1) A Euforia — Uma euforia é a resposta inicial que o usuário sente enquanto fuma ou injeta anfetaminas. Durante a euforia, o usuário tem aumento de batimentos cardíacos e do metabolismo1, pressão alta e pulso acelerado. Ao contrário da euforia associada com o crack, que dura aproximadamente de 2 a 5 minutos, a euforia da metanfetamina pode continuar por mais de 30 minutos.

    2) O Barato — A euforia é seguida por um barato. Durante o barato muitas vezes a pessoa sente-se agressivamente esperta e pode tornar-se argumentativa, interrompendo frequentemente as outras pessoas e acabando as frases por elas. Os efeitos ilusórios podem resultar num usuário que se torna intensamente concentrado num item insignificante, tal como limpar repetidamente a mesma janela por várias horas. O barato pode durar de 4 a 16 horas.

    3) A Avidez — A avidez é o uso descontrolado de uma droga ou álcool. Refere-se à urgência do consumidor para manter o barato por meio de fumar ou injetar mais anfetaminas. A avidez pode durar de 3 a 15 dias. Durante a avidez, o usuário torna-se hiperativo tanto mental como fisicamente. Cada vez que o usuário fuma ou injeta mais da droga, experimenta outra avidez, mas com menos euforia até que, finalmente, não há euforia nem barato.

    4) Manias — Um usuário fica mais perigoso quando experimenta uma fase de dependência chamada de “manias” — uma condição alcançada no fim da avidez quando a metanfetamina já não proporciona euforia ou barato. Incapaz de aliviar as sensações horríveis de vazio e fissura, um usuário perde o senso de identidade. É comum o usuário sentir um comichão intenso e pode ficar convencido de que insetos rastejam por baixo de sua pele. Incapaz de dormir por várias noites, o usuário fica frequentemente num estado psicótico completo e vive no seu próprio mundo, vendo e ouvindo coisas que mais ninguém pode perceber. Suas alucinações são tão vívidas que parecem reais e desconectadas da realidade, podendo tornar-se hostil e perigoso para si mesmo e para outros. O potencial para a automutilação é elevado.

    5) O Bode — Para um usuário ávido, o bode ocorre quando o corpo apaga e fica incapaz de lidar com os efeitos das drogas de repente, e a pessoa fica sonolenta por um período longo. Até o usuário mais violento fica quase inanimado durante o bode e não oferece problemas a ninguém. O bode pode durar de 1 a 3 dias.

    6) Ressaca de Metanfetamina — Depois do bode, o usuário regressa num estado deteriorado, esfomeado, desidratado e totalmente exausto física, mental e emocionalmente. Este estado normalmente dura entre 2 e 14 dias. Isto leva a uma dependência compulsiva, já que a “solução” para essas sensações é usar mais metanfetamina.

    7) Abstinência — Muitas vezes, o usuário só percebe que está em abstinência de 30 a 90 dias depois da última vez que usou metanfetamina. Primeiro, fica deprimido, perde a energia e a capacidade para sentir prazer. Então a fissura por mais metanfetamina surge, e o usuário torna-se suicida. Como a abstinência de metanfetamina é extremamente dolorosa e difícil, a maioria dos usuários volta ao vício; assim, 93% das pessoas que fazem tratamentos tradicionais regressam à dependência de metanfetaminas.

    1. 1. metabolismo: os processos no corpo que convertem o alimento em energia.

    A HISTÓRIA DA METANFETAMINA

    Dava-se metanfetamina aos pilotos camicase antes das suas missões suicidas.

    Dava-se metanfetamina aos pilotos camicase antes das suas missões suicidas.

    A metanfetamina não é uma droga nova, embora tenha ficado mais potente em anos recentes com a evolução das técnicas para sua fabricação.

    A anfetamina foi sintetizada pela primeira vez em 1887 na Alemanha e a metanfetamina, mais potente e fácil de fazer, foi desenvolvida no Japão em 1919. O pó cristalino era solúvel em água, fazendo dela uma candidata perfeita para a injeção.

    A metanfetamina esteve amplamente em uso durante a Segunda Guerra Mundial quando ambos os lados decidiram manter as tropas despertas. Doses elevadas eram dadas aos pilotos Camicase Japoneses antes das suas missões suicidas e, depois da guerra, a dependência intravenosa de metanfetamina alcançou proporções epidêmicas quando as provisões armazenadas para uso militar foram disponibilizadas ao público japonês.

    Na década de 1950, a metanfetamina era prescrita como suplemento dietético e para combater a depressão. Facilmente disponível, esta era utilizada por estudantes universitários, caminhoneiros e atletas como um estimulante não prescrito, assim, o uso da droga aumentou.

    Este padrão mudou drasticamente na década de 1960 com o aumento da disponibilidade de metanfetamina injetável, fazendo com que o uso aumentasse.

    Depois, em 1970, o governo dos EUA tornou-a ilícita para a maioria dos usos. Depois disso, as gangues de motociclistas americanos controlavam a maioria da produção e distribuição da droga. A maioria dos usuários na época vivia em comunidades rurais e não tinham como pagar a cocaína que era mais cara.

    Na década de 1990, as organizações mexicanas de tráfico de droga montaram grandes laboratórios na Califórnia. Enquanto esses laboratórios grandes são capazes de gerar 23 quilos da substância num só fim de semana, laboratórios privados menores surgiram em cozinhas e apartamentos, o que deu à droga o nome de “stove top” (boca de fogão). A partir daí o seu uso se difundiu nos Estados Unidos, Europa e República Tcheca. Hoje, a maioria da droga disponível na Ásia é produzida na Tailândia, Myanmar e China.

    Pesquisa: Leo Nascimento

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