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Após quase 30 horas, presos encerram rebelião no CDP de Taubaté e libertam reféns

Informação preliminar aponta que os 13 reféns libertados estão bem. Os últimos seis foram liberados no começo da noite desta quinta-feira (9).

 

Por G1 Vale do Paraíba e Região

Rebelião chegou ao fim no CDP de Taubaté após mais de 24 horas (Foto: Reprodução/TV Vanguarda)

Rebelião chegou ao fim no CDP de Taubaté após mais de 24 horas (Foto: Reprodução/TV Vanguarda)

Após quase 30 horas de rebelião, os presos do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Taubaté libertaram os seis últimos reféns e encerraram o motim no noite desta quinta-feira (9). Ao todo, 13 pessoas foram feitas reféns, sendo dois agentes penitenciários e 11 religiosos que visitavam a unidade. Ninguém ficou ferido.

motim começou por volta das 15h de quarta-feira (8) quando detentos renderam dois agentes e os visitantes que fazem obras sociais dentro da unidade. Eles atearam fogo em colchões e destruíram grades das celas e fizeram buracos nas paredes.

O primeiro refém foi liberado ainda na tarde desta quarta-feira (8) – uma mulher ligada à igreja Assembleia de Deus de Guaratinguetá. À noite, às 21h e às 22h40, outros dois religiosos foram liberados. Nesta quinta-feira (9), as outras quatro pessoas foram libertadas até às 15h. A primeira foi às 8h20, a segunda, por volta das 10h, e às 14h47, mais duas. As seis últimas saíram por volta das 19h30.

Após negociação, que envolveu a promotoria e a Justiça, os presos libertaram os últimos reféns. Os presos voltaram para as celas com o apoio do Grupo de Intervenção Rápida (GIR), ligados à Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) e a situação foi completamente controlada.

Uma pauta de reinvindicações foi entregue à Justiça – o teor não foi informado pelas autoridades, nem se os termos serão atendidos.

O CDP tem capacidade para 844 detentos e, superlotada, atualmente abriga 1.521 internos. A suspeita é que esse tenha sido um dos estopins para a rebelião.

Os presos da chamada ‘cela do seguro’, considerados vulneráveis pela condição ou crimes que cometeram, foram transferidos ainda na quarta para penitenciária em Tremembé. Não há informação se eles serão reincorporados à unidade com o fim do motim.Presos seguem rebelados quase 24 horas após o início do motim no CDP de Taubaté (Foto: André Luís Rosa/TV Vanguarda)

Presos seguem rebelados quase 24 horas após o início do motim no CDP de Taubaté (Foto: André Luís Rosa/TV Vanguarda)

Reféns libertados

A primeira refém libertada, Maria Benedita, contou como a ação dos detentos começou. “Escutei alguém gritando ‘peguei’, quando vi, tinham pegado a gente. Apesar do susto, fomos bem tratados e ficamos separados dos dois agentes”, disse.

Um outro refém, membro da Assembleia de Deus, morador de Aparecida, informou na noite desta quinta que descansa em casa. “Foi só um susto. Fomos muito bem tratados, recebemos comida e ninguém foi agredido”, disse o homem que preferiu não ter a identidade divulgada. Ele não quis dar mais detalhes da movimentação no CDP à reportagem.

Bruno Gomes, filho de outro refém libertado, membro da igreja Deus é Amor, passou a noite em frente ao presídio. “Ficamos preocupados se ele estava sendo medicado, porque é hipertenso, se estava tomando água, indo ao banheiro. Ele sempre gostou de vir aqui, é um trabalho social”, disse. O pai saiu sem dar entrevista.

Toda quarta-feira, às 13h, os religiosos entram na unidade para dar um apoio espiritual aos presos.Presos fazem rrebelião no CDP de Taubaté (Foto: Daniel Sá/ Arquivo Pessoal)

Presos fazem rrebelião no CDP de Taubaté (Foto: Daniel Sá/ Arquivo Pessoal)

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